TRICOLOR RETOMA OS TRABALHOS SOMENTE NA SEXTA-FEIRA
Com uma pausa para as festividades do ano novo o Fortaleza retomas seus trabalhos de preparação para o início do Cearense 2009 na manhã dessa sexta-feira, 2, no Alcides Santos. A equipe se prepara para disputar dois amistosos antes da largada no estadual.
O técnico Casemiro Mior poderá fazer mais observações no elenco nessas duas partidas amistosas, a primeira acontecendo no domnigo, 4, contra o Uniclinic/CE, ás 16 horas no Estádio Alcides Santos e o segundo na terça-feira, 6, contra o Tiradentes ás 15:30 também no PArque dos campeonatos.
Os atletas Rogério , Tiago Cardoso, Romário e Régis continuam no DM, o volante Rogério iniciou ummtrabalho á parte com os fisitoterapeutas do clube tentando se recuperar se lesão no tornozelo, enquanto Tiago Cardoso passou por exame apurado na coxa esquerda e foi constatada uma lesão de stiramento muscular e o goleiro tem uma previsão de duas semanas realizando tratamentos fisioterápicos. O zagueiro Romário se recupera de cirurgia de ligamento cruzado no joelho e ainda permancerá inativo um longo período, o volante Régis aguarda procedimento cirurgico também no joelho.
Nese dia 2 de janeiro é esperado no Pici a aprsentação do atacante Rodrigo Mendes para que esse inicie os treinamentos visando as competições do primeiro semestre do leão,estão sendo esperados também no Parque dos Campeonatos ainda essa semana os jogadores argentinos, zagueiro e meia ainda não revelados pela diretoria e o novo Faz tudo do tricolor, o gaúcho Paulo Pelaipe que vem co autonomia para mandar em todos os setores do clube.
Equipe Artilheiro
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Oração de São Francisco de Assis

Senhor,
Ó Deus, sois o único Senhor de nossa vida, de nosso coração e de nosso destino. Libertai-nos dos falsos senhores que nos iludem com suas promessas, pois não trazem nem vida nem paz. Dai-nos força para resistir e para buscar a paz através da justiça e do serviço humilde a todos. Amém
Fazei-me um instrumento de vossa paz
Senhor, fazei-nos instrumento de vossa paz na medida em que procurarmos viver em paz com nós mesmos, com a comunidade mais próxima, com a sociedade desigual e no meio dos priores conflitos. Que possamos nos esforçar para suportar tensões e contradições, buscando manter comunhão com todas as criaturas e tornando visível a vossa paz. Amém
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Senhor, onde houver ódio, que eu leve o amor. Fazei que desentranhemos de nós o amor escondido sob as cinzas de ódios secretos. Que nosso amor aos outros suscite o amor escondido neles, capaz de transformar o ódio. Fazei que o amor incendeie nossos corações, irradie em nossas atitudes e se realize em nossas ações, para que o ódio não tenha mais lugar dentro de nós. Amém.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Senhor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão. No dia em que fizerdes o balanço de nossa história, perdoai os que ofenderam e humilharam nossos irmãos e irmãs, pois eles também são vossos filhos e filhas. Mas dai-nos força para nunca fazermos o que eles fizeram. Antes tornai-nos seres de solidariedade, de compaixão e de amor ilimitado. Amém
Onde houver discórdia, que eu leve união
Onde há discórdia, que eu leve a união. Dai-nos sede de justiça, de compreensão e de tolerância para convivermos jovialmente uns com os outros. Dai-nos um coração que sinta o pulsar do coração do universo e de cada criatura, sintonizando com o vosso coração divino que tudo une, tudo diversifica e tudo faz convergir. Amém
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Senhor, onde houver dúvida, que eu leve a fé. Não deixeis que a dúvida apague as estrelas-guias que iluminam nossa caminhada. Dai-nos a fé-confiança que nos coloca em vossas mãos. Concedei-nos a fé-crença em vosso desígnio que nos quer reunidos em vosso reino junto com toda a criação. Amém
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Senhor, onde houver erro, que eu leve a verdade. Fazei-nos corajosos na descoberta de nossos erros, especialmente daqueles que encobrem vossa presença em todas as coisas. Que a verdade brilhe por nossas palavras sinceras, por nossos gestos humanizadores, por nossas intenções puras e por nossa busca permanente de fidelidade à verdade. Nunca permitais que oprimamos os outros em nome da verdade religiosa. Amém
Onde houver desespero, que eu leve esperança
Senhor, onde houver desespero, que eu leve a esperança. Que eu seja solidário na luta dos que buscam a justiça. Que saiba criar uma atmosfera de confiança ilimitada no vosso misterioso projeto de amor. Que tenha palavras inspiradas para suscitar a esperança inarredável de vivermos para sempre em vossa casa com todos os que precederam na história. Amém
Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Senhor, onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Fazei que a minha alegria nasça da compaixão sincera pelos que sofrem, da solidariedade verdadeira com os injustiçados e de minha própria conversão à fraternidade universal. Amém
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Senhor, onde houver trevas, que eu leve a luz. Vós sois a luz verdadeira que ilumina cada pessoa que vem a este mundo. Fazei que eu possa, por palavras inspiradas, por gestos consoladores e por um coração caloroso, dissipar as trevas humanas para que vossa luz nos mostre o caminho e trazer alegria à vida. Amém
Ó Mestre,
Ó Mestre, fazei que em nosso interior ressoe vossa sabedoria e o exemplo de vossa coerência até a morte. Que sejamos vossos discípulos fiéis na medida em que realizarmos o que nos ensinais para sermos verdadeiramente instrumentos de amor e de paz. Amém
Fazei que eu procure mais consolar, do que ser consolado
Ó Mestre, que eu possa sair da minha própria dor para escutar o grito de quem sofre ao meu lado. Que tenha palavras que consolem e gestos que criem serenidade, entrega confiante e paz profunda. Amém
Fazei que eu procure mais compreender, do que ser compreendido
Fazei que consiga acolher o outro assim como é. Só assim o compreenderei como quero ser compreendido. Concedei-me ver o menor sinal de verdade, de bondade e de amor no outro para reforçá-lo e permitir que venha à plena luz. Amém
Fazei que eu procure mais amar, que ser amado
Ó Mestre, que eu acolha com generosidade e alegria o amor que me é dado, mas que me empenhe sobretudo em fazer com que os que me cercam se sintam amados. Fazei que nos sintamos amados por Vós para experimentarmos a suprema felicidade concedida nesta vida. Amém
Pois é dando que se recebe,
Ó Mestre, fazei-nos entender que dando generosa e gratuitamente receberemos também com superabundância tudo o que precisamos. Que possamos orientar nossa vida pela generosidade que nos devolverá sempre mais compreensão, mais acolhida e mais amor. Amém
É perdoando que se é perdoado
Ó mestre, muitas vezes e de muitos modos nos perdoastes ilimitadamente, como uma Mãe amorosa perdoa um filho. Fazei que perdoemos também nós a quem nos tem ofendido. E que nunca deixemos de crer na generosidade do coração, capaz de perdoar mesmo quando injustamente ferido por muitas ofensas. Amém
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Ó mestre, ensinai-nos a viver de tal forma que acolhamos a morte como amiga e irmã. Ela não nos tira a vida, mas nos conduz à fonte de toda vida. Que possamos perceber na vida terrena o começo da vida celestial e eterna. Amém...
Portal Angels - Oração da Paz - São Francisco de Assis
Oração do Reconhecimento(Autor: Michel Quoist)
Oração do Reconhecimento
É maravilhoso, Senhor, ter braços perfeitos, quando há tantos mutilados.
Meus olhos perfeitos, quando há tantos sem luz.
Minha voz que canta, quando tantas emudecem.
Minhas mãos que trabalham, quando tantas mendigam.
É maravilhoso voltar para casa, quando há tantos desabrigados, sem teto.
É maravilhoso ter um Deus para crer, quando há tantos sem o consolo de uma crença.
É maravilhoso, Senhor, ter tão pouco a pedir e tanto para agradecer.
Amém.
É maravilhoso, Senhor, ter braços perfeitos, quando há tantos mutilados.
Meus olhos perfeitos, quando há tantos sem luz.
Minha voz que canta, quando tantas emudecem.
Minhas mãos que trabalham, quando tantas mendigam.
É maravilhoso voltar para casa, quando há tantos desabrigados, sem teto.
É maravilhoso ter um Deus para crer, quando há tantos sem o consolo de uma crença.
É maravilhoso, Senhor, ter tão pouco a pedir e tanto para agradecer.
Amém.
PAPA XVI

o papa rezou a oração mariana do Angelus. Em sua alocução, reiterou a disponibilidade da Igreja, para auxiliar na construção da tão desejada civilização da paz: "Desejo, uma vez mais, dialogar com os responsáveis pelas Nações e pelos organismos internacionais, oferecendo a contribuição da Igreja Católica para promover uma ordem mundial digna do homem" _ sublinhou.
Após a oração mariana do Angelus – a primeira deste ano que se inicia – o papa agradeceu a todos aqueles que lhe enviaram mensagens de Feliz Ano Novo, e concedeu a todos a sua bênção apostólica. (AF)
PAPA XVI

Santo Padre pediu a Maria Santíssima Mãe de Deus, nesta sua solenidade, que nos ajude a seguir as pegadas de seu Filho, e que nos enriqueça com a sua pobreza repleta de amor. "A Ela confiamos _ disse Bento XVI _ o profundo desejo de viver em paz, que se eleva do coração da grande maioria das populações israelense e palestina, que se encontram novamente em risco, em virtude da maciça violência desencadeada na Faixa de Gaza, em resposta a outra violência. Também a violência, o ódio e a desconfiança são formas de pobreza – e talvez as piores – a serem combatidas."
"Aos pés de Maria – disse o papa – colocamos as nossas preocupações pelo presente e os nossos temores pelo futuro, mas também a esperança de que, com a sábia e ponderada contribuição de todos, seja possível escutar-se reciprocamente, encontrar-se e individuar respostas concretas às aspirações de viver em paz e segurança, e com dignidade!"
SOBRIEDADE E SOLIDARIEDADE FORAM AS INDICAÇÕES DE BENTO XVI PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA E A CONSTRUÇÃO DA PAZ

di De Andrade
Cidade do Vaticano, 1º jan (RV) - Hoje, 1º de janeiro de 2009, solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e 42º Dia Mundial da Paz, Bento XVI presidiu à Capela Papal, na Basílica de São Pedro.
Em sua homilia, depois de ter saudado de modo particular o presidente do Pontifício Conselho da "Justiça e da Paz", Cardeal Renato Raffaele Martino, manifestando seu reconhecimento pelo precioso serviço que presta, juntamente com seus colaboradores, o papa recordou que "a história terrena de Jesus é o início de um mundo novo, porque inaugurou, realmente, uma nova humanidade, capaz – sempre com a graça de Cristo – de operar uma "revolução" pacífica".
"Uma revolução não ideológica, mas espiritual – sublinhou o pontífice – não utópica, mas real, e por isso uma revolução que necessita de infinita paciência, de tempos às vezes muito longos, evitando a tentação de cortar caminho e percorrendo a estrada mais difícil: a estrada do amadurecimento da responsabilidade nas consciências."
Nesse contexto, explicou as razões da escolha do tema deste 42º Dia Mundial da Paz – "Combater a pobreza, construir a paz". Existem dois tipos de pobreza – ilustrou o Santo Padre – a pobreza por opção e a pobreza imposta. A primeira foi aquela que Deus escolheu para vir ao mundo.
"O nascimento de Jesus em Belém – disse o papa – nos revela que Deus escolheu a pobreza para si mesmo na sua vinda em meio a nós. A cena que os pastores viram e que confirmou o anúncio que lhes fora feito pelo anjo, foi a de uma estrebaria, onde Maria e José haviam buscado refúgio, e de uma manjedoura na qual a Virgem havia colocado o Recém-nascido, envolvido em faixas."
São Francisco também foi indicado como exemplo por Bento XVI, para ilustrar a pobreza evangélica, a pobreza como opção de vida: uma opção "que tanto bem fez e continua a fazer à Igreja e à família humana" – sublinhou.
Mas existe outra forma de pobreza: a indigência que Deus não quer e que deve ser combatida, como diz o tema deste 42º Dia Mundial da Paz: "Uma pobreza que impede que as pessoas e as famílias vivam segundo sua dignidade; uma pobreza que ofende a justiça e a igualdade e que, como tal, ameaça a convivência pacífica. Nesta acepção negativa se situam ainda as formas de pobreza não material que encontramos também nas sociedades ricas e desenvolvidas: marginalização, miséria de relações, miséria moral e miséria espiritual."
Em minha mensagem – sublinhou o Santo Padre – na linha de meus predecessores, quis considerar atentamente o complexo fenômeno da globalização, para avaliar suas relações com a pobreza em ampla escala. "Diante das chagas das doenças pandêmicas, da pobreza das crianças e da crise alimentar, tive, infelizmente, que denunciar a inaceitável corrida aos armamentos."
"De um lado – prosseguiu Bento XVI – se celebra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, enquanto de outro, se aumentam as despesas militares, violando a própria Carta das Nações Unidas, que empenha a reduzi-las ao mínimo."
O papa advertiu sobre a necessidade de estarmos vigilantes, de não abaixarmos a guarda, porque o perigo dos conflitos ronda continuamente a humanidade. E podemos fazê-lo, mantendo elevado o nível da solidariedade. Nesse contexto, indicou a atual crise econômica mundial como um "banco de prova", perguntando se estamos prontos a ler esta crise, na sua complexidade, como um desafio para o futuro e não apenas como uma emergência para a qual encontrar uma solução imediata.
"Para combater a pobreza iníquia, que oprime tantos homens e mulheres e ameaça a paz de todos – advertiu o pontífice – é preciso redescobrir a sobriedade e a solidariedade como valores evangélicos e, ao mesmo tempo, universais. Mais concretamente, não de pode combater eficazmente a miséria, se não se tem em mente o que escreve Paulo aos Coríntios, ou seja, se não se busca "alcançar a igualdade", reduzindo o desnível entre aqueles que esbanjam o supérfluo e aqueles aos quais falta até mesmo o necessário."
"Isso comporta – alertou o papa – opções de justiça e de sobriedade, opções forçadas pela exigência de administrar de modo sábio os limitados recursos da terra. Quando afirma que Jesus nos enriqueceu "com a sua pobreza", São Paulo nos oferece uma indicação importante, não apenas do ponto de vista teológico, mas também do ponto de vista sociológico. Não no sentido que a pobreza seja um valor em si mesma, mas porque ela é condição para realizar a solidariedade."
Concluindo, o Santo Padre pediu a Maria Santíssima Mãe de Deus, nesta sua solenidade, que nos ajude a seguir as pegadas de seu Filho, e que nos enriqueça com a sua pobreza repleta de amor. "A Ela confiamos _ disse Bento XVI _ o profundo desejo de viver em paz, que se eleva do coração da grande maioria das populações israelense e palestina, que se encontram novamente em risco, em virtude da maciça violência desencadeada na Faixa de Gaza, em resposta a outra violência. Também a violência, o ódio e a desconfiança são formas de pobreza – e talvez as piores – a serem combatidas."
"Aos pés de Maria – disse o papa – colocamos as nossas preocupações pelo presente e os nossos temores pelo futuro, mas também a esperança de que, com a sábia e ponderada contribuição de todos, seja possível escutar-se reciprocamente, encontrar-se e individuar respostas concretas às aspirações de viver em paz e segurança, e com dignidade!"
Ao término da santa missa, o papa rezou a oração mariana do Angelus. Em sua alocução, reiterou a disponibilidade da Igreja, para auxiliar na construção da tão desejada civilização da paz: "Desejo, uma vez mais, dialogar com os responsáveis pelas Nações e pelos organismos internacionais, oferecendo a contribuição da Igreja Católica para promover uma ordem mundial digna do homem" _ sublinhou.
Após a oração mariana do Angelus – a primeira deste ano que se inicia – o papa agradeceu a todos aqueles que lhe enviaram mensagens de Feliz Ano Novo, e concedeu a todos a sua bênção apostólica. (AF)
Ceará participará da 'Copinha"!
A equipe sub-18 viaja na madrugada do próximo dia 02/01, com destino a São Paulo, para participar da 40ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
O elenco embarca no voo com saída marcada para 00h15, devendo chegar a São Paulo por volta de 06h00.
Vinte atletas viajam na delegação e participarão da "Copinha":
Elton, Eziel, Anderson, Chocolate, Rafael Pires, Genilson, Gian, Gilberto, Juninho, Wildalécio, Leo Ferreira, Leo Vieira, Lucivaldo, Felipe, Paulinho, Rafael Santiago, Ranyeri, França, Tiago Geraldo, e Bahia.
Seguem ainda, seis membros da comissão técnica:
Dimas, Djalma, Gianpaolo, José Maria, Márcio Gomes e Valdemar Patrão.
Na parimeira fase, o Ceará enfrenta o São Paulo no dia 03, O Rio Claro no dia 07 e o Juventos do Acre no dia 10.
www.vovo.com.br
O elenco embarca no voo com saída marcada para 00h15, devendo chegar a São Paulo por volta de 06h00.
Vinte atletas viajam na delegação e participarão da "Copinha":
Elton, Eziel, Anderson, Chocolate, Rafael Pires, Genilson, Gian, Gilberto, Juninho, Wildalécio, Leo Ferreira, Leo Vieira, Lucivaldo, Felipe, Paulinho, Rafael Santiago, Ranyeri, França, Tiago Geraldo, e Bahia.
Seguem ainda, seis membros da comissão técnica:
Dimas, Djalma, Gianpaolo, José Maria, Márcio Gomes e Valdemar Patrão.
Na parimeira fase, o Ceará enfrenta o São Paulo no dia 03, O Rio Claro no dia 07 e o Juventos do Acre no dia 10.
www.vovo.com.br
Extrato de semente de uva mataria célula de câncer
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que extrato de sementes de uva pode destruir células cancerígenas.
Os cientistas, da Universidade de Kentucky, realizaram experiências de laboratório e mostraram que, em 24 horas, 76% de células de leucemia expostas ao extrato foram mortas e as células saudáveis ficaram intactas.
A pesquisa abre caminho para novos tratamentos contra o câncer, mas os especialistas disseram que ainda é muito cedo para recomendar que as pessoas comam uvas como forma de evitar a doença.
As sementes de uva contêm alta concentração de antioxidantes, conhecidos por sua propriedades contra o câncer.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o extrato da semente da fruta pode ser eficaz no combate a células cancerígenas da pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata.
Suicídio
No entanto, o estudo americano é inédito ao provar as ações do extrato contra a leucemia.
Na experiência, os cientistas expuseram as células doentes a altas doses do extrato, levando várias delas a "cometerem suicídio", em um processo conhecido como apoptose.
Os pesquisadores observaram que o extrato ativou a proteína JNK, que ajuda a regular o processo de auto-destruição celular. Ao exporem as células de leucemia a um agente que inibe a proteína JNK, o efeito do extrato da semente de uva foi interrompido.
O autor do estudo, Xianglin Shi, disse que os resultados podem levar à incorporação de novos agentes na prevenção ou tratamento da leucemia e de outros tipos de câncer.
"O que todos buscam é um agente que tenha um efeito nas células cancerígenas, mas que deixe as saudáveis intactas. E o extrato de semente de uva se encaixa nesta categoria", afirmou o pesquisador.
O estudo foi reproduzido na publicação especializada Clinical Câncer Research.
BBC Brasil
Os cientistas, da Universidade de Kentucky, realizaram experiências de laboratório e mostraram que, em 24 horas, 76% de células de leucemia expostas ao extrato foram mortas e as células saudáveis ficaram intactas.
A pesquisa abre caminho para novos tratamentos contra o câncer, mas os especialistas disseram que ainda é muito cedo para recomendar que as pessoas comam uvas como forma de evitar a doença.
As sementes de uva contêm alta concentração de antioxidantes, conhecidos por sua propriedades contra o câncer.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o extrato da semente da fruta pode ser eficaz no combate a células cancerígenas da pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata.
Suicídio
No entanto, o estudo americano é inédito ao provar as ações do extrato contra a leucemia.
Na experiência, os cientistas expuseram as células doentes a altas doses do extrato, levando várias delas a "cometerem suicídio", em um processo conhecido como apoptose.
Os pesquisadores observaram que o extrato ativou a proteína JNK, que ajuda a regular o processo de auto-destruição celular. Ao exporem as células de leucemia a um agente que inibe a proteína JNK, o efeito do extrato da semente de uva foi interrompido.
O autor do estudo, Xianglin Shi, disse que os resultados podem levar à incorporação de novos agentes na prevenção ou tratamento da leucemia e de outros tipos de câncer.
"O que todos buscam é um agente que tenha um efeito nas células cancerígenas, mas que deixe as saudáveis intactas. E o extrato de semente de uva se encaixa nesta categoria", afirmou o pesquisador.
O estudo foi reproduzido na publicação especializada Clinical Câncer Research.
BBC Brasil
Pesquisa genética tenta evitar crise do cacau
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DEBORA MACKENZIE
da "New Scientist"
É possível embrulhar numa caixa de presente um pecado mais delicioso do que um chocolate? Bom, ele não precisa ser um prazer que cause culpa --e não é por causa do acúmulo de evidências de que comê-lo pode ser bom para alguns aspectos de saúde.
Uma outra razão para saborear bombons é que quase todo o cacau do mundo cresce em fazendas pequenas em países pobres. Quando você compra chocolate, ajuda os agricultores a alimentar suas famílias. É um bom começo.
Thierry Gouegnon/Reuters
Trabalhador manipula sementes de caucau em fazenda na Costa do Marfim; doenças destroem um terço da colheita mundial por ano

A notícia ruim para os "chocólatras" é que a produção de sua iguaria predileta corre o risco de sofrer um colapso. O chocolate é feito de sementes fermentadas e torradas do cacaueiro, planta do gênero Theobroma ("comida dos deuses", em grego).
Nos últimos anos, sua demanda mundial aumentou, mas doenças continuam a destruir cerca de um terço da colheita mundial todos os anos.E a situação pode piorar à medida que pragas do cacaueiro se espalham pelo mundo.
Para piorar, o cacau é natural de florestas tropicais e precisa de umidade, mas plantações têm sido cada vez mais atingidas por secas, que provavelmente ficarão mais frequentes com o aquecimento global.
A boa notícia é que a solução existe, pelo menos segundo a Mars, dona da marca M&M's, empresa que mais vende chocolate no mundo. Cientistas da companhia estão conduzindo agora um estudo sem precedentes sobre a genética do cacaueiro, e os resultados ficarão disponíveis de graça. Não é só generosidade --é impossível vender chocolate se ninguém planta cacau--, mas pode acabar sendo bom para todos.
Encruzilhada africana
Os agricultores só têm duas maneiras de conseguir acompanhar a demanda mundial: aumentar a área da plantio de cacaueiros ou melhorar sua produtividade por hectare. Como a maior parte do cacau é plantado em países pobres --70% sai da África, sobretudo de Gana e Costa do Marfim--, os investimentos para melhorar a planta têm sido muito esporádicos. As linhagens cultivadas são vulneráveis, e poucos agricultores têm dinheiro para fertilizantes ou para pesticidas.
"A produtividade do cacau permanece estagnada há 30 anos", diz Howard Shapiro, agrônomo-chefe da Mars. O resultado é que agricultores têm expandido plantações derrubando e queimando mata. Com isso, a terra ganha nutrientes para sustentar as árvores por algum tempo, mas depois os fazendeiros são obrigados a mudar para outras áreas. "Isso alimenta o desmatamento", diz Jim Gockowski, pesquisador da unidade de Gana do Instituto Internacional para Agricultura Tropical.
Júlio Cascardo/Folha Imagem
Ramos de cacaueiro contaminado pelo fungo vassoura-de-bruxa
Linhagens mais produtivas podem ser a solução. Variedades que reagem melhor a fertilizantes poderiam aumentar o custo/benefício do insumo. A mudança para uma produção mais intensiva, dizem os especialistas, seria boa para os produtores e para as florestas. Mas o desmatamento não é o único problema.
Monoculturas de cacau são vulneráveis a doenças, e o cacau brasileiro foi dizimado na década de 1990 após o fungo vassoura-de-bruxa ter sido deliberadamente levado a algumas fazendas, por causa de disputas locais. Outra doença causada por um fungo, a monília, destruiu plantações na Colômbia e na Costa Rica.
A vassoura-de-bruxa e a monília não chegaram à África nem ao Sudeste Asiático, mas talvez seja só questão de tempo.
"Essas doenças vão se espalhar alguma hora", diz Dennis Garrity, chefe do Centro Agroflorestal Mundial, em Nairóbi (Quênia). Sem árvores resistentes, a maior cultura de exportação da África pode ser devastada em menos de três anos. É por isso que há uma necessidade urgente de estudos em genética. Podem existir cacaueiros selvagens que já tenham desenvolvido resistência a algumas doenças, mas onde?
Origens amazônicas
O registro mais antigo de consumo do cacau por humanos vem da América Central. Por muito tempo, achou-se que o cacaueiro tivesse surgido lá e que só existissem duas ou três variedades genéticas da planta. Esse mito, porém, foi demolido por Juan-Carlos Motamayor, do programa de pesquisa da Mars, sediado na divisão de Miami do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).
Sua equipe analisou o DNA de mais de 1.200 amostras de cacau coletadas por outros pesquisadores. A primeira descoberta foi que um quarto das amostras estava com classificação errada. Segundo o biólogo David Kuhn, do USDA, o problema é que as sementes de cacau não mantiveram a identidade, pois as variedades têm de ser preservadas como clones implantados em árvores, mais difíceis de organizar do que sementes numa gaveta.
Após excluir as amostras mal-classificadas, os pesquisadores descobriram que as restantes poderiam ser divididas em dez subgrupos genéticos distintos, em vez de três. A maior diversidade era originária do norte da Amazônia, com cada variedade ocupando um local delimitado aproximadamente pelos afluentes do rio Amazonas. Isso é uma evidência forte de que o cacaueiro surgiu ali, não na América Central.
O estudo também deu uma pista sobre onde genes de resistência podem ser encontrados, já que uma dessas variedades vem da mesma área em que o fungo da monília se originou.
O trabalho dos cientistas, afinal, mostrou que os agricultores têm em mãos uma diversidade inesperada. Mas isso foi só o começo. Em junho de 2008, a Mars, aliada ao USDA e à IBM, anunciou uma parceria público-privada para o sequenciamento completo do genoma do cacaueiro. O acesso aos dados do projeto será gratuito.
Cientistas do mundo todo já começaram a procurar cacaueiros mais produtivos e resistentes a secas e doenças. Uma vez que eles sejam identificados, a equipe de Kuhn pretende procurar trechos de DNA responsáveis por essas características. Isso poderá acelerar o desenvolvimento: agricultores poderão testar novas variedades assim que forem criadas.
Novos sabores
"Se conseguirmos maximizar o ganho do cacau, fazendeiros poderão eliminar dois terços de suas árvores de baixa produtividade e usar a terra para plantar fruta e madeira", diz Shapiro. Além de dar ao cacaueiro a sombra de que ele gosta, afirma Garrity, uma cultura extra daria a agricultores colheitas no ano todo. E caso tudo dê certo, a genética pode fazer mais do que salvar o cacau. "Agricultores podem usar marcadores de DNA para criar novos sabores de chocolate", diz Kuhn.
Tradução de Rafael Garcia
DEBORA MACKENZIE
da "New Scientist"
É possível embrulhar numa caixa de presente um pecado mais delicioso do que um chocolate? Bom, ele não precisa ser um prazer que cause culpa --e não é por causa do acúmulo de evidências de que comê-lo pode ser bom para alguns aspectos de saúde.
Uma outra razão para saborear bombons é que quase todo o cacau do mundo cresce em fazendas pequenas em países pobres. Quando você compra chocolate, ajuda os agricultores a alimentar suas famílias. É um bom começo.
Thierry Gouegnon/Reuters
Trabalhador manipula sementes de caucau em fazenda na Costa do Marfim; doenças destroem um terço da colheita mundial por ano

A notícia ruim para os "chocólatras" é que a produção de sua iguaria predileta corre o risco de sofrer um colapso. O chocolate é feito de sementes fermentadas e torradas do cacaueiro, planta do gênero Theobroma ("comida dos deuses", em grego).
Nos últimos anos, sua demanda mundial aumentou, mas doenças continuam a destruir cerca de um terço da colheita mundial todos os anos.E a situação pode piorar à medida que pragas do cacaueiro se espalham pelo mundo.
Para piorar, o cacau é natural de florestas tropicais e precisa de umidade, mas plantações têm sido cada vez mais atingidas por secas, que provavelmente ficarão mais frequentes com o aquecimento global.
A boa notícia é que a solução existe, pelo menos segundo a Mars, dona da marca M&M's, empresa que mais vende chocolate no mundo. Cientistas da companhia estão conduzindo agora um estudo sem precedentes sobre a genética do cacaueiro, e os resultados ficarão disponíveis de graça. Não é só generosidade --é impossível vender chocolate se ninguém planta cacau--, mas pode acabar sendo bom para todos.
Encruzilhada africana
Os agricultores só têm duas maneiras de conseguir acompanhar a demanda mundial: aumentar a área da plantio de cacaueiros ou melhorar sua produtividade por hectare. Como a maior parte do cacau é plantado em países pobres --70% sai da África, sobretudo de Gana e Costa do Marfim--, os investimentos para melhorar a planta têm sido muito esporádicos. As linhagens cultivadas são vulneráveis, e poucos agricultores têm dinheiro para fertilizantes ou para pesticidas.
"A produtividade do cacau permanece estagnada há 30 anos", diz Howard Shapiro, agrônomo-chefe da Mars. O resultado é que agricultores têm expandido plantações derrubando e queimando mata. Com isso, a terra ganha nutrientes para sustentar as árvores por algum tempo, mas depois os fazendeiros são obrigados a mudar para outras áreas. "Isso alimenta o desmatamento", diz Jim Gockowski, pesquisador da unidade de Gana do Instituto Internacional para Agricultura Tropical.
Júlio Cascardo/Folha Imagem
Ramos de cacaueiro contaminado pelo fungo vassoura-de-bruxa
Linhagens mais produtivas podem ser a solução. Variedades que reagem melhor a fertilizantes poderiam aumentar o custo/benefício do insumo. A mudança para uma produção mais intensiva, dizem os especialistas, seria boa para os produtores e para as florestas. Mas o desmatamento não é o único problema.
Monoculturas de cacau são vulneráveis a doenças, e o cacau brasileiro foi dizimado na década de 1990 após o fungo vassoura-de-bruxa ter sido deliberadamente levado a algumas fazendas, por causa de disputas locais. Outra doença causada por um fungo, a monília, destruiu plantações na Colômbia e na Costa Rica.
A vassoura-de-bruxa e a monília não chegaram à África nem ao Sudeste Asiático, mas talvez seja só questão de tempo.
"Essas doenças vão se espalhar alguma hora", diz Dennis Garrity, chefe do Centro Agroflorestal Mundial, em Nairóbi (Quênia). Sem árvores resistentes, a maior cultura de exportação da África pode ser devastada em menos de três anos. É por isso que há uma necessidade urgente de estudos em genética. Podem existir cacaueiros selvagens que já tenham desenvolvido resistência a algumas doenças, mas onde?
Origens amazônicas
O registro mais antigo de consumo do cacau por humanos vem da América Central. Por muito tempo, achou-se que o cacaueiro tivesse surgido lá e que só existissem duas ou três variedades genéticas da planta. Esse mito, porém, foi demolido por Juan-Carlos Motamayor, do programa de pesquisa da Mars, sediado na divisão de Miami do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).
Sua equipe analisou o DNA de mais de 1.200 amostras de cacau coletadas por outros pesquisadores. A primeira descoberta foi que um quarto das amostras estava com classificação errada. Segundo o biólogo David Kuhn, do USDA, o problema é que as sementes de cacau não mantiveram a identidade, pois as variedades têm de ser preservadas como clones implantados em árvores, mais difíceis de organizar do que sementes numa gaveta.
Após excluir as amostras mal-classificadas, os pesquisadores descobriram que as restantes poderiam ser divididas em dez subgrupos genéticos distintos, em vez de três. A maior diversidade era originária do norte da Amazônia, com cada variedade ocupando um local delimitado aproximadamente pelos afluentes do rio Amazonas. Isso é uma evidência forte de que o cacaueiro surgiu ali, não na América Central.
O estudo também deu uma pista sobre onde genes de resistência podem ser encontrados, já que uma dessas variedades vem da mesma área em que o fungo da monília se originou.
O trabalho dos cientistas, afinal, mostrou que os agricultores têm em mãos uma diversidade inesperada. Mas isso foi só o começo. Em junho de 2008, a Mars, aliada ao USDA e à IBM, anunciou uma parceria público-privada para o sequenciamento completo do genoma do cacaueiro. O acesso aos dados do projeto será gratuito.
Cientistas do mundo todo já começaram a procurar cacaueiros mais produtivos e resistentes a secas e doenças. Uma vez que eles sejam identificados, a equipe de Kuhn pretende procurar trechos de DNA responsáveis por essas características. Isso poderá acelerar o desenvolvimento: agricultores poderão testar novas variedades assim que forem criadas.
Novos sabores
"Se conseguirmos maximizar o ganho do cacau, fazendeiros poderão eliminar dois terços de suas árvores de baixa produtividade e usar a terra para plantar fruta e madeira", diz Shapiro. Além de dar ao cacaueiro a sombra de que ele gosta, afirma Garrity, uma cultura extra daria a agricultores colheitas no ano todo. E caso tudo dê certo, a genética pode fazer mais do que salvar o cacau. "Agricultores podem usar marcadores de DNA para criar novos sabores de chocolate", diz Kuhn.
Tradução de Rafael Garcia
Pesquisa ajudou fazenda baiana a derrotar fungo de cacau
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EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo
Se depender do sul da Bahia --mais precisamente da Ilhéus de "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado--, os "chocólotras" podem ter mais esperanças. Vítima do fungo vassoura-de-bruxa, o cacau da região está ressurgindo, com promessa de gerar exportação, incentivar o ecoturismo e ajudar a preservar a mata atlântica.
Júlio Cascardo/Folha Imagem

Ramos de cacaueiro contaminado pelo fungo vassoura-de-bruxa
Um dos exemplos onde esse tripé já existe é a fazenda Porto Novo, que tem entre os sócios o geneticista Gonçalo Pereira, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
"Fechamos negócio com dez navios neste verão para que turistas visitem a fazenda e compreendam desde a cabruca até como se faz chocolate", disse à Folha.
Cabrucas são plantações de cacau misturadas com árvores de mata atlântica, que refrescam o cacaueiro fazendo sombra.
A ligação de Pereira com a região surgiu quando ele resolveu estudar a genética da vassoura-de-bruxa, praga que acabou com a produção cacaueira na Bahia durante os anos 1990. A produção de cacau em Ilhéus despencou das 390 mil toneladas anuais em 1988 para 100 mil toneladas em 2000.
O tempo de prejuízos, porém, começa a virar apenas uma lembrança. Em 2005, a Porto Novo voltou a exportar. "Foram 13 toneladas de cacau. Somos o maior exportador do país", diz Raphael Hercelin, parisiense radicado em Ilhéus que agora administra os 870 hectares da fazenda.
Tentativa e erro
O mérito pelo ressurgimento do cacau em Ilhéus é repartido pela ciência, pela cultura e pelo trabalho empírico --neste caso, o crédito é de Edvaldo Sampaio, de outra fazenda.
O agrônomo, que nunca aceitou a derrota imposta pelo fungo, conseguiu fazer seus pés de cacau reagirem no campo. Primeiro com enxertos de plantas mais resistentes. Depois, com uma adubação especial. E, terceiro, induzindo o florescimento do cacau no primeiro semestre-- o fungo, devido ao ciclo, ataca mais no segundo.
Bruno Stuckert/Folha Imagem

Em Ilhéus, agricultor colhe caucau na cabruca, zona onde o cacaueiro fica à sombra da mata
Quando o trabalho de Pereira deu os seus primeiros resultados, produtor e cientista uniram seus conhecimentos, e tudo foi para o campo. Sampaio, até então, trabalhava sozinho.
Hoje, explica Hercelin, a receita tem como base os dados empíricos, mas, em alguns casos, a ciência também está presente. Primeiro vem a poda para deixar o cacau forte. Depois a adubação química especial e, em terceiro lugar, o corte dos anéis da planta, necessário para alterar a data de floração.
Mas o trunfo atual da centenária cultura cacaueira baiana é a cabruca, que não existe na África. Além de o cacaueiro ficar à sombra no meio da mata, a diversidade botânica se torna maior. Assim, a área fica mais refratária a eventuais pragas.
Os produtores, dentro desse ressurgimento, reivindicam que esse tipo de plantação seja considerado área de reserva para poderem ampliá-la. Segundo Durval Mello, da ONG Instituto Cabruca, a região tem hoje 400 mil hectares de cabruca.
"Caso a cabruca não seja aceita como reserva", diz o ambientalista, "70% dela deixará de existir". O manejo, que hoje defende Ilhéus do fungo, é apenas o passo inicial. A região, mesmo investindo em cacau fino, não pode ainda produzir como a África.
EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo
Se depender do sul da Bahia --mais precisamente da Ilhéus de "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado--, os "chocólotras" podem ter mais esperanças. Vítima do fungo vassoura-de-bruxa, o cacau da região está ressurgindo, com promessa de gerar exportação, incentivar o ecoturismo e ajudar a preservar a mata atlântica.
Júlio Cascardo/Folha Imagem

Ramos de cacaueiro contaminado pelo fungo vassoura-de-bruxa
Um dos exemplos onde esse tripé já existe é a fazenda Porto Novo, que tem entre os sócios o geneticista Gonçalo Pereira, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
"Fechamos negócio com dez navios neste verão para que turistas visitem a fazenda e compreendam desde a cabruca até como se faz chocolate", disse à Folha.
Cabrucas são plantações de cacau misturadas com árvores de mata atlântica, que refrescam o cacaueiro fazendo sombra.
A ligação de Pereira com a região surgiu quando ele resolveu estudar a genética da vassoura-de-bruxa, praga que acabou com a produção cacaueira na Bahia durante os anos 1990. A produção de cacau em Ilhéus despencou das 390 mil toneladas anuais em 1988 para 100 mil toneladas em 2000.
O tempo de prejuízos, porém, começa a virar apenas uma lembrança. Em 2005, a Porto Novo voltou a exportar. "Foram 13 toneladas de cacau. Somos o maior exportador do país", diz Raphael Hercelin, parisiense radicado em Ilhéus que agora administra os 870 hectares da fazenda.
Tentativa e erro
O mérito pelo ressurgimento do cacau em Ilhéus é repartido pela ciência, pela cultura e pelo trabalho empírico --neste caso, o crédito é de Edvaldo Sampaio, de outra fazenda.
O agrônomo, que nunca aceitou a derrota imposta pelo fungo, conseguiu fazer seus pés de cacau reagirem no campo. Primeiro com enxertos de plantas mais resistentes. Depois, com uma adubação especial. E, terceiro, induzindo o florescimento do cacau no primeiro semestre-- o fungo, devido ao ciclo, ataca mais no segundo.
Bruno Stuckert/Folha Imagem

Em Ilhéus, agricultor colhe caucau na cabruca, zona onde o cacaueiro fica à sombra da mata
Quando o trabalho de Pereira deu os seus primeiros resultados, produtor e cientista uniram seus conhecimentos, e tudo foi para o campo. Sampaio, até então, trabalhava sozinho.
Hoje, explica Hercelin, a receita tem como base os dados empíricos, mas, em alguns casos, a ciência também está presente. Primeiro vem a poda para deixar o cacau forte. Depois a adubação química especial e, em terceiro lugar, o corte dos anéis da planta, necessário para alterar a data de floração.
Mas o trunfo atual da centenária cultura cacaueira baiana é a cabruca, que não existe na África. Além de o cacaueiro ficar à sombra no meio da mata, a diversidade botânica se torna maior. Assim, a área fica mais refratária a eventuais pragas.
Os produtores, dentro desse ressurgimento, reivindicam que esse tipo de plantação seja considerado área de reserva para poderem ampliá-la. Segundo Durval Mello, da ONG Instituto Cabruca, a região tem hoje 400 mil hectares de cabruca.
"Caso a cabruca não seja aceita como reserva", diz o ambientalista, "70% dela deixará de existir". O manejo, que hoje defende Ilhéus do fungo, é apenas o passo inicial. A região, mesmo investindo em cacau fino, não pode ainda produzir como a África.
SUCO NATURAL:
Um importante aliado para quem quer desintoxicar o organismo
MATÉRIAS ESPECIAIS
Depois de eventuais excessos nas refeições, os sucos naturais podem ser um importante aliado para quem quer desintoxicar o organismo e ganhar mais disposição. "A saúde dos intestinos tem profunda relação com a pele, o humor, a disposição e também com o controle de peso", explica o clínico geral Tiago Almeida, especializado em colonterapia pela organização Condor Blanco.
Veja os sucos recomendados e o benefício de cada um:
Suco de maçã: os poderes anti-oxidantes da maçã fazem deste suco um dos mais saudáveis. Isso quer dizer que a fruta ajuda a combater radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento e pela desregulação do organismo. Se quiser "turbinar" o suco, misture cenoura, beterraba ou aipo.
Suco de uva: também um poderoso anti-oxidante, com a vantagem de que ajuda a reduzir o colesterol e melhorar a circulação sanguínea.
Suco de melancia: um ótimo diurético. Se misturado com morango, o suco também ajuda na boa circulação do sangue.
Suco de abacaxi: um santo remédio para má digestão, porque concentra uma grande quantidade de enzimas. Assim como os sucos de figo e gengibre, o de abacaxi ajuda a controlar o colesterol no sangue e contribui para o bom funcionamento da vesícula biliar.
Suco de banana, pêra e alface: esses três ingredientes resultam em um bom antídoto para a insônia. Nessa área, não podemos esquecer o suco de maracujá, ótimo calmante.
Suco de mamão: por causa das propriedades digestivas do mamão, o suco ajuda a manter o intestino funcionando corretamente.
Suco de laranja com couve: é apropriado para quem sofre de anemia (ausência de ferro no sangue). A combinação cria um suco rico em ferro e em vitamina C, que por sua vez ajuda na absorção do mineral.
Suco de abacaxi, maçã, cenoura e gengibre: as enzimas digestivas do abacaxi e do gengibre, em especial, são auxiliares na digestão e evitam que toxinas se acumulem e dêem origem à celulite. Para ajudar no combate aos furinhos, esfolie as pernas com bucha vegetal, antes do banho.
Fonte: Tiago Almeida,
Autor do livro "Colonterapia: Reeducação Alimentar, Desintoxicação e Rejuvenescimento".
MATÉRIAS ESPECIAIS
Depois de eventuais excessos nas refeições, os sucos naturais podem ser um importante aliado para quem quer desintoxicar o organismo e ganhar mais disposição. "A saúde dos intestinos tem profunda relação com a pele, o humor, a disposição e também com o controle de peso", explica o clínico geral Tiago Almeida, especializado em colonterapia pela organização Condor Blanco.
Veja os sucos recomendados e o benefício de cada um:
Suco de maçã: os poderes anti-oxidantes da maçã fazem deste suco um dos mais saudáveis. Isso quer dizer que a fruta ajuda a combater radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento e pela desregulação do organismo. Se quiser "turbinar" o suco, misture cenoura, beterraba ou aipo.
Suco de uva: também um poderoso anti-oxidante, com a vantagem de que ajuda a reduzir o colesterol e melhorar a circulação sanguínea.
Suco de melancia: um ótimo diurético. Se misturado com morango, o suco também ajuda na boa circulação do sangue.
Suco de abacaxi: um santo remédio para má digestão, porque concentra uma grande quantidade de enzimas. Assim como os sucos de figo e gengibre, o de abacaxi ajuda a controlar o colesterol no sangue e contribui para o bom funcionamento da vesícula biliar.
Suco de banana, pêra e alface: esses três ingredientes resultam em um bom antídoto para a insônia. Nessa área, não podemos esquecer o suco de maracujá, ótimo calmante.
Suco de mamão: por causa das propriedades digestivas do mamão, o suco ajuda a manter o intestino funcionando corretamente.
Suco de laranja com couve: é apropriado para quem sofre de anemia (ausência de ferro no sangue). A combinação cria um suco rico em ferro e em vitamina C, que por sua vez ajuda na absorção do mineral.
Suco de abacaxi, maçã, cenoura e gengibre: as enzimas digestivas do abacaxi e do gengibre, em especial, são auxiliares na digestão e evitam que toxinas se acumulem e dêem origem à celulite. Para ajudar no combate aos furinhos, esfolie as pernas com bucha vegetal, antes do banho.
Fonte: Tiago Almeida,
Autor do livro "Colonterapia: Reeducação Alimentar, Desintoxicação e Rejuvenescimento".
