sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cientistas apostam em geoengenharia para frear aquecimento

Colaboração para a Folha Online

O fracasso mundial em interromper as emissões de gás carbônico da atmosfera e a consequente intensificação do aquecimento global está levando muitos cientistas a pensar em um "plano B" para o problema.

Matthias Rietschel/AP

Continuidade de emissões no ar motivam planos artificiais para conter aquecimento
É o que mostra uma pesquisa recente com cientistas realizada pelo jornal britânico "The Independent", em que a maioria defendeu o investimento em projetos de geoengenharia, que consiste em planos artificiais para forçar a absorção de gás carbônico pela natureza.

Esse tipo de medida, que envolve tecnologias altamente controversas -- como fertilizar os oceanos com partículas de ferro para aumentar a quantidade de algas ou mesmo espalhar sulfato no ar para refletir de volta a luz do sol-- já é considerada necessária para boa parte dos cientistas para diminuir as temperaturas do planeta.

Na consulta realizada pelo "Independent" com 80 renomados especialistas em aquecimento global, 54% disseram que a situação está tão ruim que é necessário um plano envolvendo manipulação do clima global para combater os efeitos nocivos das emissões de gás.

Outros 35% dos cientistas discordaram, argumentando que estratégias artificiais poderiam ofuscar o objetivo principal de cortar as emissões de CO2. Os 11% restantes dos pesquisadores disseram que não sabem se uma estratégia de geoengenharia é ou não necessária.

É quase consenso entre todos os pesquisadores, no entanto, que é necessária uma ação emergencial para tratar o problema, já que acordos assinados na última década, como o Protocolo de Kyoto, não tiveram o efeito esperado. Além das emissões de CO2 terem crescido em média 1% ao ano no mundo nos último anos, a absorção natural do gás pelas florestas e oceanos diminuiu drasticamente.

Entre os cientistas entrevistados que defendem o uso de tecnologias para frear o aquecimento global, quase todos dizem que esse tipo de estratégia não deve impedir esforços para que as autoridades tracem políticas para cortar as emissões de gás. Para eles, remediar e prevenir não devem ser opções excludentes.

Planos

As tecnologias e projetos para conter o aquecimento sofrem oposição há vários anos e envolvem medidas arriscadas; algumas delas lembram ficção científica.

Alguns cientistas, por exemplo, sugerem que seria possível refletir a luz solar com um espelho gigante ou um conjunto deles colocados entre a Terra e o Sol. O esquema levantou controvérsia sobre como isso poderia ser controlado, além dos efeitos secundários desconhecidos poderia causar.

Efe

Multiplicação de algas marinhas com adição de ferro nos oceanos é alternativa para forçar absorção de gás carbônico na natureza
Outra ideia é injetar partículas de sulfato artificial na estratosfera, camada superior da atmosfera terrestre. Quem sugeriu o plano foi o ganhador do Nobel Paul Crutzen, após verificar que erupções vulcânicas liberam sulfato suficiente para refletir o calor do sol e baixar as temperaturas da Terra em 0,5 ºC em dois anos. O risco, no entanto, é que a medida pode provocar chuvas ácidas e efeitos nocivos para a agricultura.

O cientista John Latham, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos, em Boulder, no Colorado, trabalha em uma pesquisa para atomizar água do mar e com elas produzir gotículas que formem pequenas nuvens marítimas de baixa altitude para cobrir parte da superfície oceânica. A única matéria prima seria a própria água do mar e o processo poderia ser interrompido facilmente. A ideia, no entanto, só impediria o aquecimento em áreas oceânicas.

Adicionar sais de ferro nos mares foi uma medida pensada para forçar a absorção de CO2 pela natureza. O plano iria multiplicar o crescimento de algas marinhas, que absorvem o gás, que precipitaria para águas profundas. Mas caso animais se alimentem das algas, o gás subiria de volta às superfícies.

Controle de glicose é importante para uma boa memória, indica estudo

02 de janeiro de 2009 (Bibliomed). O controle do açúcar no sangue, mesmo entre aqueles que não são diabéticos, pode ser essencial para prevenir problemas de memória, segundo estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. E, de acordo com os autores, a prática regular de exercícios físicos e uma dieta balanceada podem ajudar a manter bons níveis de glicose, ajudando a saúde cognitiva.

Algum grau de declínio mental, como episódios de esquecimentos, é parte do envelhecimento normal e nem sempre está associado à doença de Alzheimer ou a outros tipos de demência. Porém, tanto a perda de memória natural quanto as doenças relacionadas envolvem o hipocampo, parte do cérebro ligada à memória e ao aprendizado.

Um estudo anterior mostrou que uma área do hipocampo chamada giro dentado é a principal responsável pelo declínio mental normal associado ao envelhecimento. E, no novo estudo, avaliando imagens do cérebro humano e de animais, os pesquisadores observaram que uma atividade reduzida dessa parte do cérebro estava associada com altos níveis de açúcar no sangue.

“Mostrando pela primeira vez que a glicose no sangue seletivamente afeta o giro dentado não é apenas nossa descoberta mais conclusiva, mas é o mais importante para o envelhecimento normal – que é quando a disfunção do hipocampo pode ocorrer sem estados de doença. Já houve muitas razões propostas para o declínio do hipocampo com a idade. Este novo estudo sugere que, agora, podemos saber uma delas”, disse o pesquisador Scott Small.

Com isso, os especialistas concluíram que o controle da glicose pode beneficiar a saúde mental e cognitiva não apenas dos diabéticos, mas também das pessoas que não apresentam a doença metabólica.

Fonte: EurekAlert. Public release. 30 de dezembro de 2008.

Bactéria pode ser arma contra dengue, diz estudo

da BBC Brasil

Os seres humanos podem se proteger da dengue adotando a estratégia de infectar os mosquitos portadores do vírus Aedes aegypti com uma bactéria que pode reduzir sua expectativa de vida e sua fertilidade, de acordo com cientistas.

Em artigo na revista Science, pesquisadores da Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, afirmam ter descoberto que a bactéria Wolbachia se propaga com facilidade através de mosquitos criados em laboratório.

O mosquito portador do vírus da dengue não é naturalmente suscetível à bactéria, então, os pesquisadores adaptaram um tipo de Wolbachia para que a infecção fosse bem sucedida.

Além de reduzir a expectativa de vida dos insetos pela metade, a bactéria pode afetar sua população de outra forma. O micro-organismo pode ser transmitido de uma fêmea infectada para seus filhotes. Os machos infectados sofrerão alterações sutis que fazem com que eles só produzam filhotes com fêmeas infectadas.

Incubação

Em experiências realizadas em laboratório, os pesquisadores observaram que a infecção reduziu a expectativa de vida dos insetos em poucas semanas. Este é um dado significativo porque depois que o mosquito adquire o vírus ao picar um animal ou ser humano infectado, há um período de incubação de uma a três semanas antes que ele possa retransmitir a infecção.

Isto significa que só mosquitos que tenham vivido mais tempo poderão representar um risco para seres humanos e estes provavelmente vão morrer muito rápido, reduzindo sua habilidade de transmitir o vírus.

Os pesquisadores sugerem que o uso da bactéria pode representar um meio barato de erradicar o mosquito transmissor da dengue, especialmente em áreas urbanas, onde pode ser difícil empregar outros métodos de controle.

Inseticidas podem se mostrar ineficazes na erradicação do inseto pois alguns mosquitos desenvolvem uma resistência a eles.

Mutação

O potencial uso de Wolbachia para controlar a população de mosquitos tem sido sugerido há algum tempo, mas este mais recente estudo oferece esperança de que a estratégia possa funcionar.

Apesar disso, ainda existem algumas incógnitas. Especialistas não sabem se a propagação do vírus seria bem sucedida fora do laboratório. Há ainda a possibilidade de o vírus sobreviver ao sofrer uma mutação, adaptando-se à infecção. Ele poderia, por exemplo, exigir um período de incubação mais curto.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Salmo do Dia

02 de janeiro


SALMO 91

Este salmo:
· facilita o entendimento de organizações cósmicas, como por exemplo, a Angelologia, Fraternidade Branca, etc;
· faz receber as informações de modo intuitivo, para aprimoramento espiritual;
· domina as gerações e todos os fenômenos maravilhosos da natureza;
· protege os regenerados através de harmonia e paz de espírito
· recupera os drogados e alcoólatras;
· intervém com justiça em disputas literárias, controvérsias e especulações.


LOUVOR A DEUS
Para o dia de sábado

1. É bom louvar ao Senhor.
Cantar salmos, Altíssimo,
em nome de Deus, nosso Senhor.

2. De manhã, louvo-o compassivo,
e a cada noite oro por Sua lealdade,

3. na lira de dez cordas e na cítara,
cantando salmos aos acentos da harpa.

4. O Senhor me deixa alegre
com Suas ações, não sabe
o quanto enalteço Seus feitos!

5. Quanto são gloriosos Seus feitos,
Quanto são profundos os pensamentos
do Senhor!

6. Pena que o insensato não compreenda,
achando a fé um absurdo.

7. Ainda que floresçam os impuros,
como a relva, e multipliquem-se os
malfeitores,
ao mundo inferior eles serão destinados.

8. E o Senhor permanece
eternamente nas alturas.

9. Nossos adversários
haverão de perecer,
e os obreiros do mal serão
dispersados.

10. O Senhor exaltou minha força,
como a do búfalo, e com o
mais puro óleo me ungiu.

11. Meus olhos viram, tristes, as
pessoas que pensam maldades.
Percebi rapidamente o perigo
e me afastei.

12. O bom homem florescerá como
uma palmeira, e crescerá como
o cedro libanês.

13. Em plena casa do Senhor
serão plantados e
darão flores, a seu tempo.

14. Darão frutos, mesmo na
velhice, exuberantes de vigor e
seiva.

15. Para proclamar o quanto Deus é maravilhoso,
meu rochedo, no qual só
existe bondade!

Salmos do Dia - por Monica Buonfiglio

Férias: procedimentos para malhar na praia

Por Simone Sarti
Pelada na praia pode gastar entre 300cal/h a 600 cal/hora

Com a chegada das férias, ocorrem duas situações interessantes: aqueles que estão acostumados com um treino diário, viajam ou saem da rotina e sentem muita falta da atividade física; outros, sedentários, se animam e querem aproveitar para começar a praticar exercícios.
Vôlei de praia gasta 240 cal/hora

O que fazer então nas férias? Antes de mais nada, é bom lembrar que o esportista não deve parar totalmente seus treinos, vale mudar as atividades, diminuir a intensidade ou até o volume de treino, mas nunca deixar de fazer. E para quem estava até então sem fazer nada, começar devagar e não achar que vai ficar completamente "em forma" num único mês, mas é uma ótima oportunidade para começar.

A natação é uma atividade excelente, promove grande trabalho muscular e cardiorespiratorio. Porém, na praia só deve praticá-la, quem nada muito bem e já tem experiência em nadar no mar, mesmo assim tome alguns cuidados como escolher uma praia com mar calmo, ter companhia, usar cores fortes na sunga maiô e na touca de natação para poder ser facilmente visualizado. Importante: avise o salva-vidas ou um amigo que vai sair para nadar.


Malhar na praia: gasto de calorias por atividade

A pelada na praia é um trabalho cardiorespiratório e localizado de membros inferiores bem intenso e portanto a queima calórica pode ser de 300 a 600 cal/hora, mas vai depender do ritmo da partida e da condição física dos praticantes.

A caminhada é ideal para fortalecer pernas e bumbum, além de melhorar sua condição cardiovascular, também ajuda a prevenir problemas circulatórios, principalmente se feita no mar, com a água nos tornozelos ou na altura dos joelhos. Num ritmo de moderado a forte, chega a gastar de 300 a 400 cal por hora.

Para aqueles que estão fisicamente bem condicionados, a novidade é o que alguns grupos de academias do Rio de Janeiro estão fazendo: correr na areia com um tipo de pára-quedas preso na cintura. Exige muito esforço e o gasto energético pode chegar até 500cal/hora.

Vale lembrar que a corrida e a caminhada, mesmo na areia, devem ser feitas com tênis para maior proteção dos pés e das articulações.

Para quem gosta de unir exercício com diversão, vai se dar bem no frescobol, e se a dupla for "boa de raquete" e não deixar a bolinha cair, ou seja jogar num ritmo intenso, o gasto calórico pode chegar a 400 cal/hora. Prefira jogar pertinho da água, é mais fresco e se a bola cair, não vai rolar para muito longe.

Temos ainda o futvolei (350 cal/hora), caiaque (400cal/hora), ciclismo (280 a 300 cal/hora), vôlei de praia (240 cal/hora), etc.

É claro que essa queima calórica, sempre vai variar de acordo com o ritmo da atividade e a condição física do praticante. O ideal é que cada um faça dentro da sua condição física. Se for iniciante comece com 10 a 15 minutos e vá gradativamente tentando chegar aos 30 minutos, no mínimo três vezes na semana. Se for fazer todos os dias, alterne as atividades.

Cuidados importantes

Evite se exercitar nos horários de sol mais forte.

Mantenha-se bem hidratado. No final das atividades, uma sessão de relaxamento e alongamentos, serão bem-vindos.

Agora, se você não for muito fã dos exercícios sistemáticos, não está preocupado só com a estética e sim também com a saúde, lembre-se que devemos gastar um mínimo de 200 a 300 calorias diariamente, para evitarmos doenças, para não permitir que elas se instalem.(ver artigo "Qual o mínimo para deixar de ser sedentário" clique aqui).

Pensando assim, vale correr com as crianças, pular ondas, buscar água e fazer castelos na areia, catar conchinhas, passear de pedalinho, correr atrás de pipa, enfim, mexa-se, divirta-se e boas férias


Simone Sarti
é profa. de Educação Física com pós-graduação em Fisiologia do Exercício

PLACAR

Placar

Sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Campeonato Português

Acadêmica x Leixões


Copa da Inglaterra

Tottenham Hotspurs x Wigan Athletic


Copa da França

Sainte Geneviève x Lille

Giovanna Antonelli conta com a ajuda de Paulo Vilhena para manter a forma

Qui, 01/01/2009

Foto: Eduardo Rezende / Divulgação
Giovanna Antonelli







Por Michelle Licory



Giovanna Antonelli nunca gostou muito de malhar, mas... ''A lei da gravidade chega para todas'', explica a atriz para o site Contigo!. E já que sente a necessidade de praticar atividade física, ela tratou de arrumar um estímulo: a companhia dos amigos. Giovanna faz aulas particulares de pilates com Fernanda Rodrigues e Paulo Vilhena.

''Com o tempo, me acostumei com esse tipo de exercício. Melhorou minha postura, meu corpo. Aí acabou virando uma terapia''.

A mudança não se estendeu para a alimentação. ''Isso continua igual, com muito chocolate''.

contigo.abril.uol.com.br

Cientistas identificam gene que pode estar ligado à hipertensão

São Paulo - Um grupo de cientistas nos Estados Unidos identificou um gene que pode estar envolvido com a hipertensão, aumentando o risco de desenvolver pressão alta, segundo informações da agência de notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Cientistas estimam que muitos genes estão envolvidos na forma mais comum de pressão alta, chamada hipertensão essencial ou primária.

No entanto, como muitos fatores estão envolvidos com o desenvolvimento da condição - como dieta, prática de exercícios físicos e estresse -, tem sido difícil identificar genes ou grupos específicos. No novo estudo, o STK39 (serina-treonina quinase) é o primeiro gene de suscetibilidade da hipertensão a ser descoberto com uma nova técnica conhecida como estudo de associação genômica em larga escala. Os pesquisadores identificaram a ligação entre o STK39 e a hipertensão após a análise do DNA de 542 membros de uma comunidade amish na Pensilvânia.

AE

Comer fora de casa aumenta risco de infecção intestinal, diz médica

São Paulo - As delícias oferecidas nos quiosques das praias são irresistíveis. Mas, os riscos de infecções intestinais são grandes e o sofrimento pode durar semanas. Já nas estradas, em postos de gasolina, as frituras e salgadinhos industrializados são tentações que estão por toda parte. No entanto, para evitar desagradáveis surpresas, prefira frutas. De acordo com a nutricionista Fernanda Alves, do Hospital Samaritano, comer fora de casa ajuda a elevar os índices de infecções intestinais.

"Com o calor, as bactérias se proliferam mais e a comida estraga mais facilmente", completa a médica. Além disso, Fernanda lembra que o alimento pode ser colocado em travessa mal lavada, aumentando o risco de contaminação. Até a salada pode esconder males. Para evitar os riscos, os especialistas recomendam tomar um bom café da manhã em casa e resistir aos petiscos da praia. Na hora do almoço, procure um local seguro para fazer a refeição. Se a fome apertar, o jeito é recorrer aos alimentos industrializados ou ao lanche levado de casa.

AE

Diabetes pode deixar cérebro mais lento, diz estudo

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da Reuters, em Washington

O diabetes pode tornar o cérebro mais vagaroso, causando dois tipos de problemas para o funcionamento mental em adultos de todas as idades. É o que diz um estudo divulgado nesta quarta-feira (31) por pesquisadores canadenses.

Eles mostraram que adultos saudáveis saíram-se melhor do que diabéticos em dois testes, um para avaliar a capacidade de execução e outro que mede a velocidade de resposta.

Esses dois fatores são considerados entre aqueles que melhor traduzem a saúde cognitiva das pessoas, conforme o pesquisador Roger Dixon, da Universidade de Alberta e um dos realizadores do estudo.

O funcionamento executivo do cérebro inclui a habilidade de focar, trabalhar com novas informações para resolver problemas e apresentar respostas pensadas para as questões.

Em artigo publicado no periódico científico "Neuropsychology", os pesquisadores disseram que avaliaram 41 adultos com idade entre 53 e 90 anos que têm o tipo 2 de diabetes, e depois fizeram uma comparação com outros 424 adultos com boa saúde.

Houve poucas diferenças entre adultos com idade menor ou maior que 70, o que sugere que as mudanças ocorrem cedo, conforme Dixon. "Poderiam haver algumas maneiras de compensar esses declínios, ao menos de forma antecipada e com um tratamento adequado", disse o pesquisador.

Doença

O diabetes é conhecido por elevar o risco de doenças como mal de Alzheimer. O alto nível de açúcar no sangue causado pela doença pode causar danos tanto para as vias sanguíneas quando para os nervos, além de causar problemas em vários órgãos.

Outro estudo publicado em julho mostrou que diabéticos que tomam insulina junto com pílulas contra a doença correm risco menor de desenvolverem o mal de Alzheimer, do que aqueles que apenas usam insulina no tratamento.

Ao menos 194 milhões de pessoas no mundo sofrem com o diabetes e a ONS (Organização Mundial de Saúde) estima que esse número deve chegar a 300 milhões em 2025.

A maioria dos diabéticos tem o tipo 2 da doença, no qual a produção de insulina diminui ou o corpo torna-se menos capaz de usá-la. Dietas e exercícios podem controlar a condição e há diversos tipos de drogas no mercado para tratamento

Brasil é salão de festa para africanos

Atletas do continente dominaram as principais provas de rua no país
Fábio Aleixo
SÃO PAULO

Entre em contato Renata Puccinelli
SÃO PAULO

Se antes da São Silvestre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) já havia manifestado o desejo de limitar a participação dos atletas africanos nas provas de rua do país, o resultado da corrida só deve ter feito aumentar este desejo.

Pela primeira vez em dez anos, o Brasil ficou sem nenhum representante no pódio masculino, que foi dominado pelos africanos: um tanzaniano e três quenianos, entre eles o vencedor, James Kipsang.
O melhor brasileiro, Raimundo Nonato, chegou apenas em sétimo.

O resultado expôs ainda mais o domínio do Quênia, que ultrapassou o Brasil no número total de vitórias na prova: 11 contra dez.

Entre as mulheres, a etíope Yimer Ayalew ficou em primeiro, deixando para trás um batalhão de brasileiras, que ocuparam as quatro posições restantes no pódio, salvando a honra do país.

– Representamos bem o Brasil, mas não acho que o resultado dos homens foi ruim. O nível da prova deles foi muito forte – disse a segunda colocada, Fabiana Silva.

O domínio africano na última prova de 2008 coroou uma temporada na qual eles venceram quatro das seis principais provas no país.

A polêmica possibilidade de terem a participação restrita começa a irritar os quenianos. Logo após a prova, Kipsang foi questionado sobre os motivos de dominarem a prova e deu uma leve alfinetada nos brasileiros.

– Como profissional você tem de seguir um cronograma rigoroso de treinos e se dedicar muito. Comecei a treinar em novembro. Estava preparado para vencer – afirmou.

– A restrição não é justa. Eles chegam na frente porque são dedicados e seguem à risca os treinos –disse o brasileiro Coquinho, técnico dos africanos.

Números do domínio

Levantamento mostra domínio africano nas principais corridas de rua de 2008

Prova Masculina Feminina
São Silvestre James Kwambai (QUE) Ymer Ayalew (ETI)
Volta da Pampulha Nicholas Koech (QUE) Nancy Kipron (QUE)
Meia-Maratona do Rio Marilson dos Santos (BRA) Maria Zeferina (BRA)
Maratona de São Paulo Claudir Rodrigues (BRA) Maria Zeferina (BRA)
10km de São Paulo Nicholas Koech (QUE) Nancy Kipron (QUE)
10km do Rio de Janeiro Nicholas Koech (QUE) Nancy Kipron (QUE)

Corinthians intensifica preparação em Itu

Elenco alvinegro ficará em Spa no interior para entrar em forma e lutar por vaga na Libertadores-2010

LANCEPRESS!

Em uma área verde de 140 mil metros quadrados, que inspira paz e tranquilidade, os jogadores do Corinthians vão intensificar as atividades da pré-temporada, entre este sábado e 21 de janeiro, no Spa Sport Resort, em Itu, distante 90 quilômetros de São Paulo. O período de concentração visa unir o grupo para o principal obejtivo da temporada: conquistar uma vaga na Libertadores de 2010, o ano do centenário do clube.


foto Veja onde o Corinthians fará sua preparação


Vista do Spa que abrigará o Timão Foto: Tom Dib

Por conta da boa relação com o proprietário do hotel, um ex-dirigente esportivo, e também da contratação de Ronaldo, o técnico Mano Menezes sugeriu pequenas adaptações.

A equipe de segurança do hotel foi dobrada. Os muros e arames farpados erguidos para conter a euforia dos torcedores mais fanáticos, que costumam se pendurar em algumas árvores para acompanhar as atividades e registrar imagens.

Ronaldo e os demais seguirão no início da noite desta sexta-feira, de ônibus, do Parque São Jorge para o hotel. Lá, farão uma refeição e poderão ocupar, em duplas, os 16 quartos, com direito a três canais específicos de futebol, DVD e vídeo-game.

No dia seguinte, uma sala de musculação com mais de 15 aparelhos estará à disposição. Assim com os campos, um deles com as dimensões do Pacaembu, 104 metros de comprimento por 68 metros de largura, enquanto o outro lembra o Morumbi, com 108 metros por 72 metros.

Só após cumprirem as metas estabelecidas pela comissão técnica, os jogadores terão direito a lazer, como pescar em um lago. A sala de jogos conta com pebolin, mesa de sinuca, de carteado e de tênis de mesa. Há também saunas e banheiras de hidromassagem.

Se preferirem, eles poderão ainda usar a sala de internet, estilizada com as camisas e outras recordações das diversas equipes que passaram por lá nos últimos tempos.

Gosto pelo risco pode ter razões físicas, diz estudo

Da BBC Brasil


Cientistas nos Estados Unidos anunciaram ter descoberto evidências de que existem diferenças físicas nos cérebros de pessoas muito atraídas pelo risco e por novidades que as estimulam a agirem de maneira impulsiva e, às vezes, perigosa.


Um estudo da Universidade de Vanderbilt descobriu que o processamento da dopamina no cérebro é diferenciado nestas pessoas.

Esta substância está relacionada ao modo pelo qual as pessoas sentem prazer em situações como alimentação e o sexo, por exemplo.

As pessoas atraídas por fortes emoções e que buscam novidades possuem uma menor quantidade de um determinado tipo de receptor de dopamina, o que pode levá-las a buscarem novas experiências de forte impacto como esbanjar dinheiro e participar intensamente de festas.

A pesquisa foi publicada no Journal of Neuroscience e pode ajudar a explicar porque algumas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver hábitos como vício em drogas, entre outros comportamentos de risco.

Ratos
Experimentos em animais já haviam demonstrado que, como no caso dos humanos, alguns respondem de maneira diferente a ambientes desconhecidos.

Estas pesquisas também indicaram que aqueles animais com perfil "explorador" são mais suscetíveis a ingerirem doses de cocaína quando têm chance, por exemplo.

Este comportamento nos animais parece estar ligado com à atividade da dopamina no cérebro. Células produtoras de dopamina tem uma espécie de sistema regulador que normalmente interrompe a produção quando já fabricaram grandes quantidades da substância.

Segundo estas pesquisas, ratos que apresentam comportamentos mais impulsivos têm uma menor quantidade desses receptores que regulam a quantidade da dopamina.

Humanos
Para avaliar se o mesmo acontecia entre humanos, os cientistas da Universidade de Vanderbilt examinaram o nível desses receptores que regulam a produção de dopamina em 34 pessoas saudáveis. Estas pessoas também responderam a questionários para avaliar o tipo de personalidade que possuem.

Assim como aconteceu nos experimentos com animais, percebeu-se que o gosto por aventuras e desafios, a espontaneidade e condutas como o hábito de esbanjar dinheiro, podem estar ligadas a menores níveis desses receptores de regulação.

"Nós descobrimos que a densidade desses receptores está inversamente ligada ao interesse e desejo por novas experiências", diz David Zald, o líder da pesquisa.

"Nossa pesquisa sugere que, em indivíduos com grande interesse por novidades, o cérebro é menos capaz de regular a dopamina, o que faz com que estes indivíduos reajam mais positivamente a novidades e outras situações que normalmente induzem a liberação da substância", afirma Zald.

BBC Brasil