quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Homens vivem menos que mulheres; número de filhos cai

Publicidade
DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que, em 2000, os homens passaram a viver, em média, quase nove anos a menos que as mulheres no sudeste do país. O estudo "Indicadores Sociodemográficos e de Saúde 2009", que abrange estatísticas de fecundidade, natalidade e mortalidade de 1960 a 2005, ainda afirma que a sobrevida da mulher aumentou de seis para quase oito anos (7,6) no Brasil.

Censo 2010 fará a soma de casais homossexuais
IBGE diz que censo demográfico 2010 terá pesquisa informatizada

De acordo com o levantamento, as diferenças por sexo para esse indicador passam a ser relevantes a partir dos anos 80 em praticamente todas as regiões brasileiras, por causa da tendência de aumento das causas violentas, que passam a afetar prioritariamente os homens.

A pesquisa também mostra que o aumento da instrução feminina vem contribuindo para a redução do número de filhos. Até 1960, a taxa de fecundidade total (TFT) era levemente superior a seis filhos por mulher, caindo para 5,8 filhos na década de 70, puxada pelo sudeste.

No sul e centro-oeste do país, o início da transição da fecundidade ocorreu a partir do início da década de 70, enquanto no norte e nordeste, apenas no início da década de 80. "O declínio manteve-se nas décadas seguintes, chegando à estimativa de 1,99 filho em 2006 - um declínio vertiginoso em 30 anos em relação a países desenvolvidos, que demoraram mais de um século para atingir patamares similares", informou a pesquisa.

PUBLICIDADE

O estudo aponta que grupos menos instruídos ainda apresentam taxas de fecundidade mais elevadas. Porém, essa diferença vem se reduzindo nas últimas três décadas em todas as regiões. O diferencial, que, em 1970, era de 4,5 filhos por mulher, depois declinou para 1,6 filho em 2005, puxado pela queda na taxa de fecundidade total das mulheres com até três anos de estudo, que passa de 7,2 filhos para 3 filhos.

No entanto, em todos os estados, as mulheres com mais de oito anos de escolaridade (pelo menos o ensino fundamental completo) têm taxas de fecundidade total abaixo do nível de reposição (2 filhos), segundo a pesquisa do IBGE.

Mortalidade desigual

Em 1940, o nordeste já apresentava o menor valor de esperança de vida [ou expectativa], 36,7 anos, contra 49,2 anos no sul; 47,9 anos no centro-oeste; e 43,5 anos no sudeste. Até meados da década de 50, houve um aumento de cerca de dez anos para o país como um todo (de 41,5 anos para 51,6 anos), enquanto no nordeste o incremento foi de apenas quatro anos, e, nas regiões do centro-sul e sudeste os ganhos chegaram a 14 anos.

As diferenças entre o nordeste e o sul, de 19 anos nas décadas de 1960/70, se reduziram para 5 anos em 2005. De acordo com o estudo do IBGE, somente a partir de meados da década de 70, com a ampliação da rede assistencial, da infraestrutura de saneamento básico e da escolarização, tem início uma redução significativa nos padrões da desigualdade regional em relação à mortalidade.

"80% das pessoas que morriam na Paraíba até o final da década de 90 não tinham atestado de óbito com as causas específicas da morte. Houve uma queda dessas causas mal definidas a partir de 2.000, quando começaram a registrar as causas das mortes, geradas principalmente por doença cardiovascular e câncer, doenças que mais matam", afirmou à Folha Online a pesquisadora do IBGE, a socióloga Sônia Oliveira.

Blatter quer obrigar clubes a cederem jogadores para Mundiais de base

Publicidade
da Folha Online

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse nesta quarta-feira que deseja criar uma regra que obrigue os clubes a cederem jogadores para as Copas do Mundo de categorias de base.

Os Mundiais sub-17 e sub-20 deste ano serão realizados durante a temporada europeia, o que fará com que alguns dos principais jogadores que poderiam atuar no torneio tenham a liberação vetadas pelos clubes que defendem.

"Vou levantar o tema na próxima sessão do Comitê Executivo da Fifa. O comitê tem o direito de impor a obrigatoriedade na cessão de jogadores. Por enquanto, gostaria de pedir mais solidariedade dos [clubes] europeus e que liberem seus jogadores mesmo sem serem obrigados", afirmou Blatter, em entrevista à revista alemã "Sport Bild".

O técnico da seleção brasileira sub-20, Rogério Lourenço, divulgou na segunda a lista de convocados para o Mundial do Egito com um único atleta "estrangeiro": o zagueiro Victor Ramos, que recentemente trocou o Vitória pelo Standard Liège, da Bélgica.

Nomes mais conhecidos, como Alexandre Pato (Milan), Breno (Bayern de Munique) e Rafael (Manchester United), tinham idade para ser chamados, mas acabaram ficando de fora do grupo.

Tetracampeão mundial sub-20, o Brasil está no Grupo E do torneio e enfrenta na primeira fase Costa Rica, República Tcheca e Austrália. O Mundial será disputado entre os dias 24 de setembro e 16 de outubro.

Com agências internacionais

EXPECTATIVAS QUANTO AO ACORDO BRASIL-SANTA SÉ

Juiz de Fora, 02 set (RV) - Após a votação, na última semana, do Acordo entre o Brasil e Santa Sé, na Câmara dos Deputados, aguardamos agora, ansiosos, ao desfecho no Senado da República. É inegável que a sensibilidade que os senhores deputados federais tiveram em compreender a utilidade desse documento tenha sido fruto de uma capacidade peculiar de entendimento, uma vez críticas, umas sem fundamento, outras maliciosas, tentavam desarticular o trabalho realizado pelo relator do projeto no Congresso. A aprovação do Acordo na Câmara, sem vida, foi também uma atenção para com os católicos, que constituem a maioria da população brasileira.

Desde que o documento assinado no Vaticano, em novembro de 2008, durante a visita do Presidente Lula ao Papa Bento XVI, não poucas críticas tem sido lançadas, em detrimento do êxito desse acordo internacional que, em nada, fere a Constituição do Brasil. À falta de informação da população, infelizmente muitas vezes, em grande parte, alheia aos assuntos relevantes discutidos naquela casa, a não ser quando movida pelos órgãos formadores de opinião, uma recente pesquisa realizada por um instituto credenciado, preocupou-nos pelo tom tendencioso com que se dirigiu aos entrevistados.

Com relação ao teor do Acordo, os bispos, padres, estudiosos, juristas, muitos artigos já foram escritos para explicar aos brasileiros, católicos e não católicos, sobre sua legitimidade. Muito mais, buscou-se esclarecer, e torno a insistir, que não se trata de privilégio exclusivo à Igreja Católica. O Documento é um Acordo diplomático, muito comum entre os países, mesmo de maioria não católica, como os islâmicos. Mas no Brasil, infelizmente, não sabemos quem ao certo, está se promovendo uma odiosa campanha contra a Igreja Católica.

Ora, antes de tudo deve-se observar que o Acordo não é com a Igreja Católica, enquanto religião, mas com a Santa Sé, enquanto Estado. No entanto, a referida pesquisa parece ter buscado induzir ardilosamente as pessoas ouvidas com essa equivocada premissa: “Atualmente existe no Congresso Nacional uma proposta de acordo entre o Brasil e a Igreja Católica, que dará mais direitos à Igreja Católica em território nacional”. Não se trata da metodologia utilizada, nem mesmo da realização de uma pesquisa de opinião pública. No entanto, a forma como se procedeu à consulta leva-nos a questionar: quem contratou essa pesquisa? Qual o interesse de se obtê-la? E por que ainda não foi divulgada, se se realizou em meados do mês de julho.

Pela forma como foi encomendada, certamente seja de interesse de grupos contrários à aprovação do Acordo, que deverá ser levado a votação em plenário nos próximos dias. O interesse, obviamente, e como atesta o resultado, é desarticular o seu processo no Congresso, o que parece desejarem fazer às vésperas da votação, em resposta à última questão proposta acima, para confundir mais ainda os brasileiros e desorientar os parlamentares. Ademais, o número de entrevistados é ínfimo diante da população do país.

Um dos graves problemas que sempre afetou nosso povo é a falta de informação clara, sem nenhuma manipulação. A indução atrapalha o trâmite dos trabalhos que, antes de tudo, beneficia a população. E agora estamos vendo, mais uma vez, o exemplo disso. Um verdadeiro bombardeio está sendo lançados a partir das redações de grandes jornais do país contra o Acordo. Por quê? Interesses alheios ao bem comum, obviamente, com o intento de denegrir, ainda, a imagem da Igreja, como oportunista. Enfim, informações falsas lançadas a mancheias à opinião pública.

Reiterando o que disse em recente artigo, essa comunhão que se promove é uma capacidade que o Estado democrático laico é capaz de proporcionar: o respeito entre as partes, desde que solidificados sobre os fundamentos éticos e morais, com o intento de promover o crescimento e o bem-estar comum dos cidadãos, sem descartar a possibilidade de outras crenças se beneficiarem desse Acordo.

Como exemplo, podemos citar a Itália, que regularizou suas relações com a Assembléia de Deus, com os Metodistas, os Adventistas do Sétimo Dia, bem como luteranos, batistas e judeus. E não é somente a Itália, mas a Alemanha, França, diversos países da América Latina já realizaram esse Acordo e com a Santa Sé.

Agora, a mesma solicitação que fizemos aos senhores deputados federais há algumas semanas, dirigimo-la aos senhores senadores da República. Esse acordo diplomático não privilegia apenas uma parte, mas ambas se beneficiam com ele. Reafirmamos que, com a aprovação do acordo no Senado Federal, prestigia-se o estado de direito, a norma jurídica, a tecnicidade e torna ainda mais fácil continuar praticando os muitos serviços que a Igreja Católica presta no campo social, educacional, da saúde, da assistência ao idoso, enfim, de uma maneira ampla ao povo brasileiro. Repito: não se trata de um benefício à Igreja apenas, mas a toda a população. (Dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo emérito de Juiz de Fora, MG)

ORIENTE MÉDIO: TAXISTA PALESTINO ASSALTADO POR JUDEUS ORTODOXOS

Jerusalém, 02 set (RV) - A polícia israelense está procurando um grupo de judeus ultra-ortodoxos que, nesta terça-feira, no bairro religioso de Mea Shearim, em Jerusalém, assaltaram um motorista de táxi palestino, espancaram-no e lhe roubaram a féria de todo o seu dia de trabalho.

A notícia foi divulgada pela rádio militar, enquanto em Jerusalém, a polícia elevou o estado de alerta, em razão do recrudescimento das manifestações de violência por parte dos zelotas.

Uma testemunha da agressão disse que o motorista de táxi se viu envolvido, por acaso, numa manifestação de judeus ortodoxos, na Praça do Sábado, no centro do bairro. Depois que os manifestantes descobriram que o homem era um palestino, começaram a espancá-lo e a arremeter contra seu carro.

"Foi um verdadeiro linchamento e cheguei a temer por sua vida" – disse a testemunha, acrescentando que, embora a polícia se encontrasse a poucos passos do local onde se deu a agressão, nenhum policial interveio tempestivamente, para impedir que o homem continuasse a ser espancado.

Um porta-voz da polícia confirmou o episódio e revelou que a vítima preferiu não apresentar denúncia contra seus atacantes.

O repetir-se de graves violências públicas nos bairros ortodoxos de Jerusalém vem criando um alarme crescente nas cúpulas política e religiosa israelenses. Nas últimas horas, o ministro da Justiça israelense, Yaakov Neeman, e o ex-rabino chefe, Meir Israel Lau, manifestaram seu total dissenso em relação a tais episódios, condenando-os duramente.

Eles fizeram um apelo aos rabinos ortodoxos, a fim de que procurem convencer seus fiéis extremistas a evitarem novas violências. (AF)

IGREJA NA ESPANHA PROCURA EVITAR MATRIMÔNIOS POR CONVENIÊNCIA

Madri, 02 set (RV) - A Igreja na Espanha, diante do aumento de matrimônios por conveniência – com os quais estrangeiros buscam obter benefícios para regularizar a própria situação – aumentou os esforços para evitar essas uniões e reconhecer a nulidade das que já foram celebradas.

Numerosas dioceses estão pedindo aos sacerdotes que estejam atentos, de modo particular, sobre a questão das regras do matrimônio entre uma pessoa espanhola e uma estrangeira.

A concordata entre a Espanha e a Santa Sé dá reconhecimento civil ao matrimônio canônico, e com o matrimônio civil se reduzem o prazo (de dez para um ano) e os requisitos para se obter a cidadania espanhola.

Por isso, alguns estrangeiros que se encontram no país de forma ilegal concordam casar-se com uma pessoa espanhola para conseguir mais rapidamente uma situação regular ou outros benefícios econômicos.

Existem também redes organizadas – sobre as quais a polícia espanhola está investigando – que pedem somas ingentes de dinheiro aos imigrados para organizar-lhes um matrimônio fraudulento e pagam uma parte ao cidadão espanhol.

Por outro lado, a possibilidade concedida pela atual legislação espanhola de divorciar-se rapidamente favorece a perda do respeito pelo contrato matrimonial.

Apesar dos esforços para evitar essas fraudes, algumas pessoas conseguem celebrar os chamados "casamentos brancos", alguns dos quais são depois descobertos pela polícia ou pela própria Igreja.

A polícia interroga os párocos que, em certos casos, chegam a ser imputados nos processos contra as fraudes. No âmbito canônico, um tribunal eclesiástico realiza uma investigação interna e, se se demonstra que não se trata de verdadeiros matrimônios, declara a sua nulidade e o comunica ao registro civil.

"Não se trata de aplicar sanções contra a maioria dos imigrados" – explicou o arcebispo de Santiago de Compostela, Dom Julián Barrio Barrio – mas de "defender a dignidade do imigrado e de evitar que sofram extorsão por parte de grupos de pressão". (RL)

VATICANO: CONGOLÊS NOMEADO VICE-SECRETÁRIO DA SAÚDE

Cidade do Vaticano, 02 set (RV) - O novo vice-secretário do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde é um africano. A menos de um mês da abertura da II Assembléia do Sínodo dos Bispos para a África, Mons. Musivi Mpendawatu foi nomeado ontem, por Bento XVI.

Trata-se de um cargo importante, pois a Igreja Católica, na África, é muito ativa no campo da saúde, particularmente entre os pacientes com AIDS. Mons. Jean-Marie já era membro deste departamento ligado a questões relativas à saúde, no Vaticano.

A partir de hoje, substitui o padre camiliano Felice Ruffini. Nascido na República Democrática do Congo, em 1955, em uma família católica, foi ordenado sacerdote em 1982. É formado em filosofia e teologia, e tem doutorado em direito canônico.

Alguns dias atrás, o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, anunciou para breve uma série de nomeações na Cúria romana, antecipando que representariam realidades eclesiásticas novas, de modo especial, africanas. Outras nomeações estão sendo aguardadas, nas próximas semanas. (CM)

AUDIÊNCIA GERAL: PAPA RECORDA INÍCIO DA II GUERRA MUNDIAL


Cidade do Vaticano, 02 set (RV) - Quarta-feira é dia de Audiência Geral. Bento XVI deixou esta manhã a residência pontifícia de Castel Gandolfo, para se reunir com fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Em sua catequese, o papa retomou a apresentação dos grandes escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente. Hoje, ele falou de um dos principias protagonistas do monaquismo da Idade Média: Santo Odon. Ele nasceu no final do século IX, na França, e foi o segundo abade da famosa Abadia de Cluny. Lá, exerceu uma grande influência nos mosteiros da Europa, difundindo a vida e a espiritualidade inspiradas na Regra de São Bento.

Entre suas virtudes, destacam-se a paciência, o desapego pelas coisas terrenas, o zelo pelas almas, seu empenho pela paz e a concórdia, aspirando ao cumprimento dos mandamentos, e a atenção aos pobres, jovens e idosos.

Firmemente convencido da presença real de Cristo na Eucaristia, tinha grande devoção pelo Corpo e o Sangue do Senhor, exortando a uma celebração cuidadosa do Sacramento. "Somente quem está unido espiritualmente a Cristo pode receber dignamente seu Corpo eucarístico" – recordou Bento XVI.

Santo Odão foi um verdadeiro guia também para os fiéis de seu tempo. Propunha uma mudança radical de vida, fundada na humildade, na austeridade e no desprendimento das coisas efêmeras, para ansiar a eternidade. Amava contemplar a misericórdia de Cristo - que ele definia como "amante dos homens" - que morreu por nós.

Depois da catequese, Bento XVI saudou os fiéis em diversas línguas, entre as quais o português. Vamos ouvir sua saudação, seguida da Bênção Apostólica: "Saúdo com amizade e gratidão todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Brasil. Viestes a Roma para fortalecer os vínculos de fé, esperança e amor que unem a todos os batizados na Igreja, que Jesus quis fundar sobre Pedro. Que as vossas vidas, iluminadas pela fé e perseverantes na esperança, possam sempre testemunhar o amor de Deus. Que as Suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias".

Em polonês, o pontífice falou dos 70 anos do início da II Guerra Mundial, recordado ontem em todo o mundo: "Na memória dos povos, permanecem as tragédias humanas e o absurdo da guerra. Peçamos a Deus que o espírito do perdão, da paz e da reconciliação conquiste os corações dos homens. A Europa e o mundo de hoje necessitam de um espírito de comunhão. Devemos construí-la sobre Cristo e sobre seu Evangelho, sobre o fundamento da caridade e da verdade". (BF)

PAQUISTÃO: ENCONTRO ANALISA ATAQUES ANTICRISTÃOS

Roma, 02 set (RV) - Uma iniciativa para não esquecer os sofrimentos dos cristãos paquistaneses: amanhã, dia 3 de setembro, serão recordados em Roma os ataques ocorridos nos últimos três meses contra a comunidade cristã.

O evento é promovido pela associação "Salvaimonasteri", e será realizado no "Centro Rússia Ecumênica".

Os últimos meses, recordam os promotores, foram trágicos para a comunidade cristã: "Em junho, foram incendiadas 50 casas em Bamni Wala; em 30 de julho, mais 50 casas de cristãos foram depredadas em Krian Wala, e em 1° de agosto, os ataques ocorreram em Gojra, no Punjab, onde além de prejuízos materiais, onde foram queimados vivos sete cristãos, entre os quais quatro mulheres, duas crianças". A falsa motivação para os ataques é a profanação do Corão.

Durante o encontro, também será apresentado uma gravação realizada durante o ataque de Gojra. No Paquistão, a comunidade cristã constitui somente 3% dos habitantes. (BF)

DOM BIERNASKI PEDE ATUALIZAÇÃO ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE RURAL

Curitiba, 02 set (RV) - O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais, divulgou ontem uma nota pública em defesa da atualização dos índices de produtividade rural no país, um mecanismo que considera “uma exigência de justiça social”.

Segundo o bispo, quem se opõe à mudança defende o latifúndio improdutivo das empresas nacionais e estrangeiras, e ignora a função social da terra, assim como estabelecida na Constituição Federal. A nota de Dom Ladislau alerta que se não houver mudanças, o Brasil continuará sendo “o campeão mundial do latifúndio, depois de Serra Leoa”.

O debate começou quando duas semanas atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu aos representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), em Brasília, a alteração dos índices. Os produtores reagiram à promessa presidencial no Congresso, enviando um documento ao presidente da República. Segundo eles, a alteração dos índices vai “minar todo o sucesso do agronegócio brasileiro”, e pode levar a uma “escalada na invasão de terras”.

Dom Ladislau parabeniza o presidente brasileiro: “Ao assinar esta atualização, atrasada há mais de 30 anos, Lula estará simplesmente cumprindo a Lei Agrária de 1993, que estabelece o ajuste dos parametros”. “Os índices hoje empregados estão em vigor desde 1975; naquele ano produziam-se 10,8 quilos de carne bovina por hectare; hoje são 38,6 quilos” - diz o texto.

Segundo refere o “Estado de São Paulo”, o MST defende a mudança dos índices porque quando um produtor rural não consegue alcançá-los, suas terras se tornam legalmente indicadas para a desapropriação, podendo ser destinada para a reforma agrária. (CM)

Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS

Dados divulgados nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.

De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registrados mais casos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos.

Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas diretamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS. As informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.

"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde", afirmou à BBC o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.

Ainda segundo Saxena, a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como a Aids ou o câncer.

"Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo."

Pobres
Segundo o médico, os custos da depressão serão sentidos de maneira mais aguda nos países em desenvolvimento, já que eles registram mais casos da doença e têm menos recursos para tratar de transtornos mentais.

"Nós temos dados que apontam que os países mais pobres têm (mais casos de) depressão do que os países ricos. Além disso, até mesmo as pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência de depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países", afirma Saxena.

"A depressão tem diversas causas, algumas delas biológicas, mas parte dessas causas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais estresse em seu dia-a-dia do que as pessoas ricas, e não é surpreendente que elas tenham mais depressão."

Segundo o médico, o aumento nos casos de depressão e os custos econômicos e sociais da doença tornam mais urgentes uma mudança de atitude em relação ao problema.

"A depressão é uma doença como qualquer outra doença física, e as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e receber o mesmo cuidado médico que é dado no caso de qualquer outra doença."

Manter o peso após os 20 anos pode prevenir câncer de próstata, diz estudo

Homens que ganham peso a partir dos 20 anos de idade enfrentam um maior risco de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que conseguem manter o peso da juventude, segundo estudo publicado na edição de setembro da revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. E os resultados mostraram uma significativa diferença racial nessa relação, com o aumento de peso se mostrando mais perigoso para os homens brancos.


Avaliando cerca de 84 mil homens americanos na meia-idade e idosos, acompanhados por uma década, os pesquisadores notaram que, comparados àqueles que ganharam menos de 4,5 kg desde os 21 anos, os homens brancos que haviam ganhado mais peso tinham o dobro do risco de serem diagnosticados com câncer de próstata avançado ou agressivo. Entre os negros, essa relação foi observada apenas para aqueles que ganharam mais de 11 kg e apenas para tumores em fase inicial ou menos agressivos.



De acordo com os autores, o excesso de gordura corporal pode aumentar os riscos da doença, teoricamente, alterando os níveis de vários hormônios, incluindo a testosterona e a insulina, e através de outros efeitos metabólicos. Por isso, os autores recomendam que “homens de peso normal de todos os grupos étnicos/raciais devem ser encorajados a evitar o ganho de peso, e homens que têm sobrepeso ou são obesos devem ser encorajados a perder peso, para uma boa saúde geral”.

leia mais sobre obesidade em Boa Saúde
leia sobre câncer de próstata em Bibliomed
leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)



Escrito por Leandro Perché

Diabetes aumenta em até 7 vezes risco de doença cardiovascular

São Paulo - O diabetes exerce mais impacto sobre o coração das mulheres que dos homens. Para o médico Otavio Gebara, "enquanto o risco de ter uma doença cardiovascular dobra no homem diabético, na mulher diabética ele aumenta de quatro a sete vezes". O especialista Raul Dias dos Santos completa: "A resistência à insulina também tem a ver com a gordura abdominal acumulada na menopausa."

O açúcar, quando em excesso no sangue, agride a parede dos vasos. Ele também tende a se ligar ao LDL (colesterol ruim), acelerando a formação de placas. Se o estrago se der nos vasos dos rins, a consequência é um quadro de hipertensão. "Notamos, pela experiência clínica, que esses danos costumam ser mais graves nas mulheres. Hoje, cada vez mais elas apresentam problemas cardíacos", diz Gebara.

O cardiologista César Jardim lembra que os episódios que antecedem a doença cardiovascular costumam ser assintomáticos, daí a importância de exames preventivos. "O diabetes, no início, não é percebido, assim como é possível alguém passar 30 anos com colesterol alto sem saber. Os fatores que interferem na doença cardiovascular, contudo, são tratáveis - à exceção do histórico familiar", salienta. É considerado fator de risco ter mãe acometida por doença cardiovascular com menos de 65 anos ou pai antes dos 55 anos.

AE

Collor é o novo imortal da Academia Alagoana de Letras

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió
Grupo de discussão
O senador Fernando Collor é qualificado para ser um imortal da Academia Alagoana de Letras?

Com 22 votos a favor e oito em branco, o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) foi eleito nesta quarta-feira (2) como imortal da Academia Alagoana de Letras (AAL). A posse do novo integrante, que ocupará a cadeira 20, está prevista para outubro, em data a ser definida pelo próprio ex-presidente da República.

Para justificar a eleição, Collor enviou à Academia sete coletâneas de artigos e discursos publicados em gráficas oficiais. Para a maioria dos acadêmicos, o material foi classificado como "livro publicado" e, assim, garantiu o cumprimento de um dos critérios para eleição. Nenhuma das publicações foi vendida ao público em livrarias.

As obras foram mostradas com exclusividade ao UOL Notícias por um dos maiores defensores da candidatura, o médico Milton Ênio. Das sete publicações apresentadas, seis foram entregues em cópias. "As edições originais já se esgotaram, mas o importante é a obra", afirma.
O médico Milton Ênio, um dos maiores defensores da candidatura de Collor, mostra o material que o ex-presidente usou para pleitear a vaga. Nenhuma das publicações foi vendida ao público em livrarias




A última das publicações é "O relato de uma história", publicado pela gráfica do Senado em 2007. O livro foi o único original entregue e traz, na íntegra, o discurso do ex-presidente quando deu sua versão no Senado sobre o impeachment de 1992.

Milton Ênio afirma que a eleição à Academia era um sonho confesso do ex-presidente. "Esse lugar foi do seu pai [Arnon de Melo] e ele tinha esse enorme desejo. Fernando honra a Academia e pode nos ajudar muito", afirmou Ênio.



Integrante da comissão julgadora dos inscritos, a escritora Enaura Quixabeira assegura que o fato dos livros não serem vendidos em livrarias nem estarem disponíveis em bibliotecas não exclui uma candidatura. "Aqui não há política. Elegemos Collor porque ele é um cidadão culto e preparado. Colocamos um edital por 60 dias e ninguém mais se inscreveu. Ele pode contribuir muito com a nossa Academia. Como político, ele pode apoiar também a publicação de autores alagoanos em grandes editoras e em projetos nacionais, por exemplo", ressaltou.

Collor emocionado
O vice-presidente do Instituto Arnon de Melo, Carlos Mendonça, foi o porta-voz de Collor na eleição. Assim que a votação terminou, Mendonça informou ao senador - que está em Brasília - da votação. "Ele ficou muito emocionado. Sempre o Fernando fez questão de que fosse realizada uma eleição limpa, dentro dos padrões da Academia. E foi isso que aconteceu. Não exigimos um voto a quem quer que fosse. Todos foram espontâneos. Prova que oito votaram em branco", afirmou.
O senador Fernando Collor (PTB-AL) durante resposta ao discurso de Pedro Simon (PMDB-RS), durante discussão no dia 3 de agosto

Sem livros publicados, Collor deve ser eleito para a Academia Alagoana de Letras
Collor, Renan Calheiros e Pedro Simon batem boca
Eliane Cantanhêde: "O trio: Lula, Sarney e Collor"


O presidente da Academia, Dom Fernando Iorio, afirma que a votação de Collor foi expressiva e será um marco da AAL. "Não teve nenhum voto contrário, apenas alguns em branco. Isso é importante, pois todos mostraram suas convicções. Poucas vezes tivemos uma presença tão marcante de imortais [30 dos 40 votaram] numa eleição. Eu não podia fazer campanha, mas estou com uma alegria muito grande", disse Iorio.



Para o presidente da AAL, Collor deve dar "contribuições importantes" à Academia. "Ele vai contribuir com a sua inteligência e garanto que, a partir de agora, ele também vai sempre se incomodar com a literatura em seus discursos", acredita.

O ex-governador Divaldo Suruagy analisa que a eleição de Collor é um "reconhecimento público" ao papel do senador como homem público. "A sociedade assim reconhece a figura do ex-presidente para Alagoas", disse.

Como o voto foi secreto, os nomes dos que votaram em branco não foram divulgados. Em conversa com o UOL Notícias, alguns dos acadêmicos deixaram transparecer um ar de insatisfação com a eleição de Collor, mas preferiram não declarar a posição.

"O voto é secreto", disse o imortal Jayme de Altavila, que deixou o prédio antes do fim da votação alegando problemas a resolver. Outros membros deixaram a sede da AAL logo após a divulgação do resultado e não quiseram conversar com os jornalistas.