Cidade do Vaticano, 1° jan (RV) - Após a santa missa celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, na Solenidade de Maria Mãe de Deus e 44° Dia Mundial da Paz, o Santo Padre presidiu a primeira oração do Angelus de 2011, fazendo votos de paz e bem a todos os fiéis e confiando o novo ano à intercessão de Maria Santíssima.
"No início de um novo ano, o povo cristão se reúne espiritualmente diante da gruta de Belém, onde a Virgem Maria deu à luz Jesus. Peçamos à Mãe a bênção e ela nos abençoa mostrando-nos o Filho: de fato, Ele em pessoa é a Bênção. Doando-nos Jesus, Deus nos dou tudo: o seu amor, a sua vida, a luz da verdade, o perdão dos pecados; nos doou a paz. Sim, Jesus é a nossa paz. Ele trouxe ao mundo a semente do amor e da paz, que é mais forte do que a semente do ódio e da violência; mais forte porque o Nome de Jesus é superior a qualquer outro nome, contém o Senhorio de Deus, conforme anunciado pelo profeta Miquéias: mas tu, Belém de ti sairá para mim aquele que será o dominador... Ele se erguerá e apascentará o rebanho pela força do Senhor, com a majestade do nome do Senhor, seu Deus... Ele próprio será a paz" - ressaltou Bento XVI.
O Papa frisou que "a Igreja neste dia pede a Deus, através de Jesus Cristo, o dom da paz: é o Dia Mundial da Paz, ocasião propícia para refletirmos juntos sobre os grandes desafios que o nosso tempo impõe à humanidade".
Bento XVI recordou que um desses desafios é a liberdade religiosa, e por isso o pontífice quis este ano dedicar sua mensagem para esse 44° Dia Mundial da Paz ao tema da "Liberdade religiosa, caminho para paz".
"Vemos hoje duas tendências opostas, dois extremos ambos negativos: de um lado o laicismo, que de forma enganadora, marginaliza a religião colocando-a na esfera privada; do outro lado o fundamentalismo, que gostaria de impor-la a todos com a força. Na realidade, "Deus chama à si a humanidade com um desígnio de amor que envolve toda a pessoa em sua dimensão natural e espiritual e pede para ser correspondido em termos de liberdade e responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário" - sublinhou o pontífice.
O Papa frisou que onde a liberdade religiosa é reconhecida, a dignidade da pessoa humana é respeitada em sua raiz e através de uma sincera busca da verdade e do bem, se fortalece a consciência moral e se reforce as instituições e a convivência civil. "Por isso, a liberdade religiosa é o caminho privilegiado para construir a paz" – ressaltou Bento XVI.
O Santo Padre convidou os fiéis a olharem para Jesus nos braços de Maria, sua mãe. "Olhando Ele, que é o Príncipe da Paz, nós entendemos que a paz não se obtém com as armas, nem com o poder econômico, político, cultural e midiático. A paz é obra de consciências que se abrem à verdade e ao amor. Que Deus nos ajude a progredir neste caminho no novo ano que Ele nos doa" – frisou ainda o pontífice, que concedeu a todos a sua bênção apostólica. (MJ)
sábado, 1 de janeiro de 2011
PAPA: A GUERRA É O ROSTO MAIS HORRÍVEL E VIOLENTO DA HISTÓRIA
Cidade do Vaticano, 1° jan (RV) - Bento XVI presidiu, na manhã deste sábado, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística da Solenidade de Maria Mãe de Deus e 44° Dia Mundial da Paz.
O Santo Padre, em sua homilia, fez um apelo às nações para que se empenhem pela paz no mundo e pelo respeito da liberdade religiosa.
"Ainda envolvidos no clima espiritual de Natal, em que contemplamos o mistério do nascimento de Cristo, hoje celebramos com os mesmos sentimentos a Virgem Maria, que a Igreja venera como Mãe de Deus, enquanto deu corpo ao Filho do Pai Eterno" – frisou o Papa.
"A Igreja pede ao Senhor para que abençoe o novo ano que se inicia, consciente de que, diante dos trágicos acontecimentos que marcam a história, diante das lógicas de guerra que infelizmente ainda não foram superadas, somente Deus pode tocar o coração humano e assegurar esperança e paz à humanidade" – ressaltou ainda o Santo Padre, que acrescentou:
"Está consolidada a tradição, que no primeiro dia do ano a Igreja, espalhada por todo o mundo, eleve uma uníssona oração para invocar a paz. É bom iniciar um novo caminhar andando com decisão em direção à paz. Hoje, queremos recolher o grito de tantos homens, mulheres, crianças e idosos, vítimas da guerra, que é o rosto mais horrível e violento da história. Rezemos hoje para que a paz, que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Natal, possa chegar a todos os lugares: "paz na terra aos homens de boa vontade" (Lc 2,14). Por isso, especialmente com nossa oração, queremos ajudar cada pessoa e cada povo, sobretudo aqueles que possuem responsabilidade de governar, a trilhar sempre de um modo decisivo no caminho da paz" - sublinhou o pontífice.
Bento XVI frisou que "é no nome de Maria, Mãe de Deus e dos homens, que a partir de 1º de janeiro de 1968 se celebra em todo o mundo o Dia Mundial da Paz. A paz é dom de Deus, como ouvimos na primeira leitura: O Senhor nos dê a paz (Nm 06:26). Esse é o dom messiânico por excelência, o primeiro fruto da caridade que Jesus nos doou, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus. A paz é também um valor humano a ser realizado no plano social e político, mas tem suas raízes no mistério de Cristo".
O Santo Padre recordou que em sua mensagem para o 44° Dia Mundial da Paz, celebrado hoje, intitulada "Liberdade religiosa, caminho para a paz" que "o mundo precisa de Deus; precisa de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição valiosa na busca da paz, para a construção de uma ordem social e internacional justa e pacífica".
O Papa acrescentou que "diante das ameaçadoras tensões do momento, diante especialmente das discriminações, arbitrariedades e intolerâncias religiosas, que hoje agridem particularmente os cristãos, mais uma vez renovo o convite para que não cedam ao desânimo e à resignação. Exorto a todos para rezar a fim de que chegue a bom fim os esforços realizados em toda parte para promover e construir a paz no mundo. Para esta difícil tarefa não bastam palavras, é necessário o empenho concreto e constante dos responsáveis das nações, mas é sobretudo necessário que cada pessoa esteja animada pelo autêntico espírito da paz, que deve ser implorado sempre na oração e vivido nas relações diárias, em todo ambiente".
Bento XVI concluiu sua homilia ressaltando que "a Virgem Maria nos doa seu Filho, nos mostra o rosto de seu Filho, Príncipe da Paz: que ela nos ajude a permanecer na luz deste rosto, que brilha sobre nós para que possamos redescobrir toda a ternura de Deus Pai. Que Maria nos ajude a invocar o Espírito Santo, para que renove a face da terra e transforme os corações, dissolvendo a sua dureza diante da bondade do Menino, que nasceu para nós. A Mãe de Deus nos acompanhe neste novo ano e obtenha para nós e para o mundo inteiro o desejado dom da paz". (MJ)
O Santo Padre, em sua homilia, fez um apelo às nações para que se empenhem pela paz no mundo e pelo respeito da liberdade religiosa.
"Ainda envolvidos no clima espiritual de Natal, em que contemplamos o mistério do nascimento de Cristo, hoje celebramos com os mesmos sentimentos a Virgem Maria, que a Igreja venera como Mãe de Deus, enquanto deu corpo ao Filho do Pai Eterno" – frisou o Papa.
"A Igreja pede ao Senhor para que abençoe o novo ano que se inicia, consciente de que, diante dos trágicos acontecimentos que marcam a história, diante das lógicas de guerra que infelizmente ainda não foram superadas, somente Deus pode tocar o coração humano e assegurar esperança e paz à humanidade" – ressaltou ainda o Santo Padre, que acrescentou:
"Está consolidada a tradição, que no primeiro dia do ano a Igreja, espalhada por todo o mundo, eleve uma uníssona oração para invocar a paz. É bom iniciar um novo caminhar andando com decisão em direção à paz. Hoje, queremos recolher o grito de tantos homens, mulheres, crianças e idosos, vítimas da guerra, que é o rosto mais horrível e violento da história. Rezemos hoje para que a paz, que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Natal, possa chegar a todos os lugares: "paz na terra aos homens de boa vontade" (Lc 2,14). Por isso, especialmente com nossa oração, queremos ajudar cada pessoa e cada povo, sobretudo aqueles que possuem responsabilidade de governar, a trilhar sempre de um modo decisivo no caminho da paz" - sublinhou o pontífice.
Bento XVI frisou que "é no nome de Maria, Mãe de Deus e dos homens, que a partir de 1º de janeiro de 1968 se celebra em todo o mundo o Dia Mundial da Paz. A paz é dom de Deus, como ouvimos na primeira leitura: O Senhor nos dê a paz (Nm 06:26). Esse é o dom messiânico por excelência, o primeiro fruto da caridade que Jesus nos doou, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus. A paz é também um valor humano a ser realizado no plano social e político, mas tem suas raízes no mistério de Cristo".
O Santo Padre recordou que em sua mensagem para o 44° Dia Mundial da Paz, celebrado hoje, intitulada "Liberdade religiosa, caminho para a paz" que "o mundo precisa de Deus; precisa de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição valiosa na busca da paz, para a construção de uma ordem social e internacional justa e pacífica".
O Papa acrescentou que "diante das ameaçadoras tensões do momento, diante especialmente das discriminações, arbitrariedades e intolerâncias religiosas, que hoje agridem particularmente os cristãos, mais uma vez renovo o convite para que não cedam ao desânimo e à resignação. Exorto a todos para rezar a fim de que chegue a bom fim os esforços realizados em toda parte para promover e construir a paz no mundo. Para esta difícil tarefa não bastam palavras, é necessário o empenho concreto e constante dos responsáveis das nações, mas é sobretudo necessário que cada pessoa esteja animada pelo autêntico espírito da paz, que deve ser implorado sempre na oração e vivido nas relações diárias, em todo ambiente".
Bento XVI concluiu sua homilia ressaltando que "a Virgem Maria nos doa seu Filho, nos mostra o rosto de seu Filho, Príncipe da Paz: que ela nos ajude a permanecer na luz deste rosto, que brilha sobre nós para que possamos redescobrir toda a ternura de Deus Pai. Que Maria nos ajude a invocar o Espírito Santo, para que renove a face da terra e transforme os corações, dissolvendo a sua dureza diante da bondade do Menino, que nasceu para nós. A Mãe de Deus nos acompanhe neste novo ano e obtenha para nós e para o mundo inteiro o desejado dom da paz". (MJ)
REFLEXÃO PARA O DIA 1º DE JANEIRO DE 2011
Cidade do Vaticano, 1° jan (RV) - Neste início do ano, a liturgia da Solenidade de Maria Mãe de Deus inicia com um texto sobre bênção. Abençoar siginifica invocar sobre alguém ou alguma coisa a proteção, a vida, a paz, enfim, o favor de Deus. Sua força não depende de quem a invoca, mas do poder e da vontade de Deus, o parceiro do homem!
É importantíssimo alertar que bênção não é sinônimo de magia. Ela significa que os homens abençoados terão as mesmas dificuldades, os mesmos contratempos dos não abençoados, contudo eles terão a luz da fé para enfrentar as adversidades e, como diz São Paulo, entenderão que: “tudo colabora para os que estão no benquerer de Deus”.
Javé abençoa e guarda; Javé manifesta sua graça e benevolência, a plenitude de bens; Javé dê a paz.
No Natal falamos muito da paz, de Jesus é o Príncipe da Paz e neste 1º dia do ano celebramos o Dia Mundial da Paz. A última invocação da tríplice bênção do dia de hoje invoca sobre o abençoado a paz.
No Evangelho Lucas nos apresenta Maria como aquela que reflete, que discerne, ao dizer que ela “guardava todos esses fatos e meditavasobre eles em seu coração”. Quanta sabedoria! Quantas energias não pouparíamos e quanto tempo não ganharíamos se aprendessemos com Nossa Senhora a refletir sobre os acontecimentos, sobre o que nos falam, sobre nossas expectativas e a reação das pessoas! Quantos momentos de paz não teríamos vivido se refletíssimo sobre os acontecimentos de nosso dia a dia e, neles, discerníssemos a ação de Deus, mesmo através de fatos obscuros!
Na visita ao menino Jesus, os pastores encontraram um casal José e Maria e seu bebê, Jesus. Nada de extraordinário, mas exatamente por causa do anúncio do Anjo viram, na simplicidade do Menino, alguém do jeito deles, o Salvador deles, o Deus conosco.
A imposição do nome Jesus, Javé Salva, certifica de que ele veio para salvar não apenas os pastores, o povo judeu, mas a humanidade inteira, sempre privilegiando os pobres e marginalizados; Queiramos ou não, o Verbo poderia ter-se encarnado como rico, classe média, onde e como lhe aprouvesse. Contudo, foi como pobre, com os pais em trânsito, excluído de um teto, usando emprestada como berço uma manjedoura que ele quis vir ao mundo e desse modo quis viver seus 33 anos e morrer, também excluído, fora da cidade, entre dois malfeitores, como malfeitor e sendo executado com a morte adequada aos escravos que deveriam ser castigados. E é desse modo que ele salva todos nós e nos inclui no número dos redimidos, dos eleitos, dos filhos de seu Pai.
Uma vez filhos de Deus, pelo sangue de Jesus, vivamos como tal. Esse convite nos é feito por São Paulo na segunda leitura.
Quis são as formas de escravidão que existem em nosso mundo e nos deixamos cativar? O que fazer para não perdermos nossa identidade de homens livres, de filhos de Deus? Certamente sermos irmãos de todos, lutarmos não apenas pela solidariedade, mas pela fraternidade irá nos assegurar a dignidade real recebida no dia de nosso batismo, no dia de nosso resgate. Além do mais somos da paz e a paz só existe quando a justiça é realizada.
Ao lutarmos pelo bem comum, pela justiça, lutamos pela paz e sinalizamos que somos filhos do Pai, irmãos de Jesus, o Príncipe da Paz e, na verdade, lutamos pela instauração do Reino de Deus, Reino de Justiça, do Amor e da Paz. (CAS)
É importantíssimo alertar que bênção não é sinônimo de magia. Ela significa que os homens abençoados terão as mesmas dificuldades, os mesmos contratempos dos não abençoados, contudo eles terão a luz da fé para enfrentar as adversidades e, como diz São Paulo, entenderão que: “tudo colabora para os que estão no benquerer de Deus”.
Javé abençoa e guarda; Javé manifesta sua graça e benevolência, a plenitude de bens; Javé dê a paz.
No Natal falamos muito da paz, de Jesus é o Príncipe da Paz e neste 1º dia do ano celebramos o Dia Mundial da Paz. A última invocação da tríplice bênção do dia de hoje invoca sobre o abençoado a paz.
No Evangelho Lucas nos apresenta Maria como aquela que reflete, que discerne, ao dizer que ela “guardava todos esses fatos e meditavasobre eles em seu coração”. Quanta sabedoria! Quantas energias não pouparíamos e quanto tempo não ganharíamos se aprendessemos com Nossa Senhora a refletir sobre os acontecimentos, sobre o que nos falam, sobre nossas expectativas e a reação das pessoas! Quantos momentos de paz não teríamos vivido se refletíssimo sobre os acontecimentos de nosso dia a dia e, neles, discerníssemos a ação de Deus, mesmo através de fatos obscuros!
Na visita ao menino Jesus, os pastores encontraram um casal José e Maria e seu bebê, Jesus. Nada de extraordinário, mas exatamente por causa do anúncio do Anjo viram, na simplicidade do Menino, alguém do jeito deles, o Salvador deles, o Deus conosco.
A imposição do nome Jesus, Javé Salva, certifica de que ele veio para salvar não apenas os pastores, o povo judeu, mas a humanidade inteira, sempre privilegiando os pobres e marginalizados; Queiramos ou não, o Verbo poderia ter-se encarnado como rico, classe média, onde e como lhe aprouvesse. Contudo, foi como pobre, com os pais em trânsito, excluído de um teto, usando emprestada como berço uma manjedoura que ele quis vir ao mundo e desse modo quis viver seus 33 anos e morrer, também excluído, fora da cidade, entre dois malfeitores, como malfeitor e sendo executado com a morte adequada aos escravos que deveriam ser castigados. E é desse modo que ele salva todos nós e nos inclui no número dos redimidos, dos eleitos, dos filhos de seu Pai.
Uma vez filhos de Deus, pelo sangue de Jesus, vivamos como tal. Esse convite nos é feito por São Paulo na segunda leitura.
Quis são as formas de escravidão que existem em nosso mundo e nos deixamos cativar? O que fazer para não perdermos nossa identidade de homens livres, de filhos de Deus? Certamente sermos irmãos de todos, lutarmos não apenas pela solidariedade, mas pela fraternidade irá nos assegurar a dignidade real recebida no dia de nosso batismo, no dia de nosso resgate. Além do mais somos da paz e a paz só existe quando a justiça é realizada.
Ao lutarmos pelo bem comum, pela justiça, lutamos pela paz e sinalizamos que somos filhos do Pai, irmãos de Jesus, o Príncipe da Paz e, na verdade, lutamos pela instauração do Reino de Deus, Reino de Justiça, do Amor e da Paz. (CAS)
RESULTADOS
Campeonato Inglês
Fase única
21ª rodada
Birmingham 0 x 3 Arsenal
Liverpool 2 x 1 Bolton
Manchester City 1 x 0 Blackpool
Stoke City 2 x 0 Everton
Sunderland 3 x 0 Blackburn Rovers
Tottenham 1 x 0 Fulham
West Bromwich Albion 1 x 2 Manchester United
West Ham 2 x 0 Wolverhampton
Taça Imperadores -Japão
Kashima 2 x 1 Shimizu
Fase única
21ª rodada
Birmingham 0 x 3 Arsenal
Liverpool 2 x 1 Bolton
Manchester City 1 x 0 Blackpool
Stoke City 2 x 0 Everton
Sunderland 3 x 0 Blackburn Rovers
Tottenham 1 x 0 Fulham
West Bromwich Albion 1 x 2 Manchester United
West Ham 2 x 0 Wolverhampton
Taça Imperadores -Japão
Kashima 2 x 1 Shimizu
Companheira de cela de Dilma diz que chora há três dias

Dilma se emociona em discurso durante cerimônia de posse, em Brasília
Laryssa Borges
Direto de Brasília
Companheira de cela da presidente Dilma Rousseff no presídio Tiradentes, em São Paulo, a ex-guerrilheira Ieda Akselrud de Seixas, que acompanha, neste sábado, a posse da primeira presidente do Brasil, disse estar muito emocionada e sente como se todos aqueles que lutaram e morreram nos anos de chumbo também tivessem chegado ao poder neste 1º de janeiro.
Com lágrimas nos olhos quando ouviu Dilma homenagear, em discurso, aqueles que tombaram durante a ditadura militar, Ieda resumiu: "eu estou sentindo que, de uma certa forma, é como se fossem aqueles que lutaram contra a ditadura que estivessem subindo a rampa. A minha felicidade é muito grande. Faz três dias que não paro de chorar. É muito bom que a primeira mulher a ser presidente seja também uma mulher combatente".
Ao ficar frente a frente com a nova presidente, a ex-colega de cela afirma que dará um recado à nova chefe da nação: "Mineirão (um dos apelidos de Dilma), você chegou aqui, hein?"
Durante os anos 60, em meio à ditadura militar brasileira, Dilma foi militante de esquerda e guerrilhou contra o regime vigente, sendo perseguida politicamente, presa e torturada.
Redação Terra
Dilma empossa ministros no Palácio do Planalto
Laryssa Borges
Direto de Brasília
Após se despedir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na rampa do Palácio do Planalto, a nova presidente Dilma Rousseff deu posse neste sábado aos 37 ministros de Estado que integrarão o primeiro escalão de seu governo.
Homens de confiança de Dilma, os primeiros a serem empossados foram os novos chefes da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Casa Civil, Antonio Palocci.
A equipe de ministros da presidente Dilma Rousseff é formada por José Eduardo Cardozo (Justiça), Antonio Palocci (Casa Civil), Nelson Jobim (Defesa), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Fernando Haddad (Educação), Anna de Holanda (Cultura), Carlos Lupi (Trabalho), Garibaldi Alves (Previdência Social), Tereza Campelo (Desenvolvimento Social), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Edison Lobão (Minas e Energia), Miriam Belchior (Planejamento), Paulo Bernardo (Comunicações), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Orlando Silva (Esporte), Pedro Novais (Turismo), Fernando Bezerra (Integração Nacional), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), Mario Negromonte (Cidades), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), José Elito Carvalho Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional), Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Alexandre Tombini (Banco Central), Helena Chagas (Comunicação Social), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), Luiza Helena Bairros (Igualdade Racial), Ideli Salvatti (Pesca), Iriny Lopes (Política para as Mulheres), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e José Leônidas Cristino (Portos).
Redação Terra
Direto de Brasília
Após se despedir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na rampa do Palácio do Planalto, a nova presidente Dilma Rousseff deu posse neste sábado aos 37 ministros de Estado que integrarão o primeiro escalão de seu governo.
Homens de confiança de Dilma, os primeiros a serem empossados foram os novos chefes da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Casa Civil, Antonio Palocci.
A equipe de ministros da presidente Dilma Rousseff é formada por José Eduardo Cardozo (Justiça), Antonio Palocci (Casa Civil), Nelson Jobim (Defesa), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Fernando Haddad (Educação), Anna de Holanda (Cultura), Carlos Lupi (Trabalho), Garibaldi Alves (Previdência Social), Tereza Campelo (Desenvolvimento Social), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Edison Lobão (Minas e Energia), Miriam Belchior (Planejamento), Paulo Bernardo (Comunicações), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Orlando Silva (Esporte), Pedro Novais (Turismo), Fernando Bezerra (Integração Nacional), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), Mario Negromonte (Cidades), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), José Elito Carvalho Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional), Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Alexandre Tombini (Banco Central), Helena Chagas (Comunicação Social), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), Luiza Helena Bairros (Igualdade Racial), Ideli Salvatti (Pesca), Iriny Lopes (Política para as Mulheres), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e José Leônidas Cristino (Portos).
Redação Terra
Papa será anfitrião de encontro com líderes religiosos sobre paz
O papa Bento XVI, preocupado com a crescente onda de violência entre grupos religiosos, vai ser em outubro o anfitrião de um encontro sobre paz com vários líderes religiosos na cidade de Assis, Itália, para discutir como eles podem promover melhor a paz.
Bento disse aos peregrinos na Praça de São Pedro que o objetivo do encontro é "uma solene renovação do compromisso dos crentes de todas as religiões em reviver a sua própria fé religiosa no serviço da causa da paz."
Ele fez o anúncio horas depois de uma bomba ter matado pelo menos 21 pessoas em uma igreja no Egito no ataque mais recente contra cristãos no Oriente Médio e na África.
O encontro em Assis vai acontecer no 25o aniversário de uma reunião semelhante que teve como anfitrião o falecido papa João Paulo II em 1986 na cidade em que nasceu São Francisco.
Aquele encontro teve a participação de líderes muçulmanos e judeus, além de chefes de várias outras religiões, incluindo o Dalai Lama, o líder espiritual dos budistas tibetanos, e o arcebispo de Canterbury.
O papa João Paulo II pediu para que todas as nações e grupos em conflito abandonassem as armas durante a duração do encontro. A maior parte dos grupos aderiu ao pedido.
Um dos temas principais do encontro de 1986 foi o repúdio público da ideia de violência em nome de Deus.
"A humanidade... não pode se permitir acostumar com discriminação, injustiças, intolerância religiosa, que hoje atingiu os cristãos de maneira particular," disse o papa Bento na homilia de ano novo para 10 mil pessoas na Basílica de São Pedro no dia em que a Igreja marca o seu Dia Mundial pela Paz.
"Mais uma vez, eu faço esse apelo (para cristão em áreas problemáticas) para não se ceder ao desânimo e à resignação," ele disse.
Reuters
Bento disse aos peregrinos na Praça de São Pedro que o objetivo do encontro é "uma solene renovação do compromisso dos crentes de todas as religiões em reviver a sua própria fé religiosa no serviço da causa da paz."
Ele fez o anúncio horas depois de uma bomba ter matado pelo menos 21 pessoas em uma igreja no Egito no ataque mais recente contra cristãos no Oriente Médio e na África.
O encontro em Assis vai acontecer no 25o aniversário de uma reunião semelhante que teve como anfitrião o falecido papa João Paulo II em 1986 na cidade em que nasceu São Francisco.
Aquele encontro teve a participação de líderes muçulmanos e judeus, além de chefes de várias outras religiões, incluindo o Dalai Lama, o líder espiritual dos budistas tibetanos, e o arcebispo de Canterbury.
O papa João Paulo II pediu para que todas as nações e grupos em conflito abandonassem as armas durante a duração do encontro. A maior parte dos grupos aderiu ao pedido.
Um dos temas principais do encontro de 1986 foi o repúdio público da ideia de violência em nome de Deus.
"A humanidade... não pode se permitir acostumar com discriminação, injustiças, intolerância religiosa, que hoje atingiu os cristãos de maneira particular," disse o papa Bento na homilia de ano novo para 10 mil pessoas na Basílica de São Pedro no dia em que a Igreja marca o seu Dia Mundial pela Paz.
"Mais uma vez, eu faço esse apelo (para cristão em áreas problemáticas) para não se ceder ao desânimo e à resignação," ele disse.
Reuters
Dilma quase chora ao falar que é presidente de todos

Dilma quase chora ao falar que é presidente de todos
Vagner Magalhães
Direto de Brasília
A presidente Dilma Rousseff chorou na tarde deste sábado durante seu discurso de posse no Congresso Nacional, em Brasília. Em seu pronunciamento, Dilma reafirmou o compromisso de seu governo na luta contra a fome e a miséria. "A luta mais obstinada de meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos", afirmou.
"Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do presidente Lula, mas ainda existe pobreza a envergonhar nosso País e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido. Não vou descansar enquanto houver brasileiro sem alimento na mesa", disse a presidente, interrompida por aplausos.
Dilma afirmou que pretende consolidar a obra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente disse que assume o cargo para dar continuidade ao maior processo de afirmação que esse País já teve. Dilma também assumiu o compromisso de "honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos".
"Venho para abrir portas, para que muitas outras mulheres também possam, no futuro, ser presidentas e para que, no dia de hoje, todas as mulheres brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher. Não venho para enaltecer a minha biografia, mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo, reitero, é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos", afirmou.
Segundo ela, depois de eleger um homem do povo, o brasileiro decidiu colocar uma mulher no cargo maior do País. "Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Lula, com quem tive a mais valiosa experiência política de minha vida. (A obra) de um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar mais em si mesmo e no futuro de seu país. (...) A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar as políticas de seu governo", afirmou.
"Hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher", afirmou. "Tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração neste momento para receber uma centelha de sua energia", disse Dilma, referindo-se à faixa. Ela se disse honrada e afirmou saber o significado histórico dessa decisão e que vai trabalhar para melhorar as condições de vida do povo brasileiro.
Em um discurso de 40 minutos, Dilma se emocionou ao dizer que governará para todos os brasileiros. "Estendo minha mão para os partidos de oposição e aqueles que não me acompanharam nessa jornada. Sou a presidenta de todos os brasileiros", disse Dilma ao conter as lágrimas. "Dediquei toda a minha vida à causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático", declarou a presidente, ainda muito emocionada, que dedicou o momento àqueles que lutaram, como ela, por um país justo.
Ela também lembrou de seus tempos de luta pela democracia e disse não ter arrependimento pela luta que empreendeu. "Não tenho qualquer arrependimento, nem ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração que tombaram pelo caminho não podem compartilhar a alegria deste momento. Rendo a eles a minha homenagem", afirmou.
Promessas
Entre as medidas prometidas para o seu governo, Dilma defendeu as reformas política e tributária. "É inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernizem o sistema tributário."
Dilma prometeu um governo para todos e que vai trabalhar para melhorar a qualidade das despesas do governo, com ampliação dos níveis de investimento em detrimento dos gastos de custeio.
A presidente afirmou que tanto as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) quanto do projeto Minha Casa, Minha Vida terão os seus investimentos sobre o estrito acompanhamento da Presidência e dos ministérios. Ela disse ainda que ampliará as vagas para o ensino médio e profissionalizante. "Os investimentos previstos para a Copa do Mundo e das Olimpíadas visarão ganhos permanentes", disse.
Dilma também comprometeu-se a investir na saúde pública. "Consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) será outra grande prioridade de meu governo. Para isso vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento deste setor tão importante para a vida do brasileiro", afirmou.
A presidente também disse ser necessário conter a inflação: "não permitiremos que essa praga volte a corroer nosso tecido econômico". "É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações", afirmou Dilma, acrescentando que é com ele que "venceremos a desigualdade de renda e de desenvolvimento regional".
Pré-Sal
A presidente empossada destacou a importância das reservas de petróleo da camada pré-sal no desenvolvimento do Brasil. Segundo Dilma, a descoberta é "nosso passaporte pro futuro". "O Brasil tem pela primeira vez a possibilidade real de se tornar um país desenvolvido", disse Segundo ela, a responsabilidade de seu governo será "transformar a enorme riqueza descoberta com a camada pré-sal em poupança de longo prazo".
Alencar
Além dos elogios a Lula, Dilma lembrou do ex-vice-presidente José Alencar, que luta contra um câncer há 13 anos e não pôde comparecer à cerimônia por estar internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá esse grande homem", disse Dilma, que chamou Alencar de "incansável lutador".
Segundo Dilma, o legado de Lula e Alencar servirá de base para seu futuro governo. "Eu e Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles. Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade", afirmou.
Terra
Papa pede para nações combaterem perseguições aos cristãos
Cidade do Vaticano, 1 jan (EFE).- O papa Bento XVI convidou neste sábado os chefes de Estados para lutarem contra as perseguições aos cristãos, depois que mais de 20 pessoas morreram num templo de Alexandria, no Egito, numa explosão de um carro-bomba.
A primeira missa do ano de 2011 na Basílica de São Pedro, que também marcou o 44º Dia Mundial da Paz, foi celebrada pelo papa junto ao secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone e o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
O tema deste ano é liberdade religiosa, sugerido por Bento XVI para alertar sobre a necessidade de acabar com as guerras e as perseguições.
"A intolerância religiosa atingiu especialmente os cristãos", ressaltou o Pontífice.
Perante os embaixadores do mundo todo no Vaticano, o papa garantiu que "com nossa oração queremos ajudar cada homem e cada povo, e em particular, aqueles que têm a responsabilidade de Governo, a traçar de modo mais decisivo o caminho da paz".
"A humanidade não pode estar resignada perante a força do egoísmo e da violência, não deve acostumar-se aos conflitos que causam vítimas e põem em perigo o futuro dos povos".
Além disso, ressaltou que para construir a paz no mundo "não bastam palavras, é necessário o compromisso concreto e constante dos chefes da nações, e sobretudo que cada pessoa seja encorajada pelo autêntico espírito da paz".
O papa reiterou que a liberdade religiosa é um elemento imprescindível de um Estado de Direito e "não se pode negar sem danar ao mesmo tempo todos os direitos e liberdades fundamentais".
Na mensagem do dia 16 de dezembro, o papa também tinha expressado seu desejo que no Ocidente, especialmente na Europa, "cessem a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos".
"Que a Europa saiba reconciliar-se com suas próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, que tem e que quer ter na história".
Bento XVI declarou que 2010 foi marcado "infelizmente" por perseguições, discriminações e terríveis atos de violência e de intolerância religiosa, especialmente no Iraque, onde dois sacerdotes e mais de 50 fiéis foram assassinados no dia 31 de outubro num atentado contra a catedral sírio-católica de Bagdá.
No entanto, o ataque de Alexandria à meia-noite contra uma igreja com o selo da Al Qaeda, representa um dos massacres mais graves de cristãos registrados na África.
A primeira missa do ano de 2011 na Basílica de São Pedro, que também marcou o 44º Dia Mundial da Paz, foi celebrada pelo papa junto ao secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone e o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
O tema deste ano é liberdade religiosa, sugerido por Bento XVI para alertar sobre a necessidade de acabar com as guerras e as perseguições.
"A intolerância religiosa atingiu especialmente os cristãos", ressaltou o Pontífice.
Perante os embaixadores do mundo todo no Vaticano, o papa garantiu que "com nossa oração queremos ajudar cada homem e cada povo, e em particular, aqueles que têm a responsabilidade de Governo, a traçar de modo mais decisivo o caminho da paz".
"A humanidade não pode estar resignada perante a força do egoísmo e da violência, não deve acostumar-se aos conflitos que causam vítimas e põem em perigo o futuro dos povos".
Além disso, ressaltou que para construir a paz no mundo "não bastam palavras, é necessário o compromisso concreto e constante dos chefes da nações, e sobretudo que cada pessoa seja encorajada pelo autêntico espírito da paz".
O papa reiterou que a liberdade religiosa é um elemento imprescindível de um Estado de Direito e "não se pode negar sem danar ao mesmo tempo todos os direitos e liberdades fundamentais".
Na mensagem do dia 16 de dezembro, o papa também tinha expressado seu desejo que no Ocidente, especialmente na Europa, "cessem a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos".
"Que a Europa saiba reconciliar-se com suas próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, que tem e que quer ter na história".
Bento XVI declarou que 2010 foi marcado "infelizmente" por perseguições, discriminações e terríveis atos de violência e de intolerância religiosa, especialmente no Iraque, onde dois sacerdotes e mais de 50 fiéis foram assassinados no dia 31 de outubro num atentado contra a catedral sírio-católica de Bagdá.
No entanto, o ataque de Alexandria à meia-noite contra uma igreja com o selo da Al Qaeda, representa um dos massacres mais graves de cristãos registrados na África.
Papa Bento XVI lamenta atentado contra igreja no Egito
O papa Bento XVI expressou sua dor e consternação pelo atentado executado pouco depois da meia-noite em uma igreja copta de Alexandria, no Egito, que causou 21 mortos e 79 feridos, disse neste sábado (1º/1) o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi à Rádio Vaticano.
Neste sábado, o papa não mencionou expressamente o atentado do Egito, se referiu durante a homilia à perseguição sofrida por cristãos e pediu que governantes trabalhem para conter a intolerância religiosa.
"O papa foi informado e está profundamente comovido e entristecido por estas notícias", disse Lombardi.
Neste momento dramático "expressamos nossa proximidade à comunidade copta e sublinhamos nosso profundo desejo de paz e segurança para toda a população egípcia". O porta-voz do Vaticano acrescentou que realizou o Natal católico em 25 de dezembro, "sem dificuldade", mas existe a "preocupação" entre a comunidade ortodoxa para realizar suas celebrações em 7 de janeiro.
"O Santo Padre enfatizou na liberdade religiosa como uma condição essencial para paz", lembrou Lombardi.
Bento XVI ligou para o presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, para agradecer suas palavras de apoio na mensagem de fim de ano, na qual expressou solidariedade com o papa pela "a forma de discriminação" que há muito tempo é alvo a comunidade cristã, informou a Rádio Vaticano.
Neste sábado, o papa não mencionou expressamente o atentado do Egito, se referiu durante a homilia à perseguição sofrida por cristãos e pediu que governantes trabalhem para conter a intolerância religiosa.
"O papa foi informado e está profundamente comovido e entristecido por estas notícias", disse Lombardi.
Neste momento dramático "expressamos nossa proximidade à comunidade copta e sublinhamos nosso profundo desejo de paz e segurança para toda a população egípcia". O porta-voz do Vaticano acrescentou que realizou o Natal católico em 25 de dezembro, "sem dificuldade", mas existe a "preocupação" entre a comunidade ortodoxa para realizar suas celebrações em 7 de janeiro.
"O Santo Padre enfatizou na liberdade religiosa como uma condição essencial para paz", lembrou Lombardi.
Bento XVI ligou para o presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, para agradecer suas palavras de apoio na mensagem de fim de ano, na qual expressou solidariedade com o papa pela "a forma de discriminação" que há muito tempo é alvo a comunidade cristã, informou a Rádio Vaticano.
Dilma Rousseff assume como primeira presidente do Brasil
Brasília, 1 jan (EFE).- Dilma Rousseff, economista de 63 anos, assumiu neste sábado pouco antes das 15h como primeira presidente do Brasil em um ato realizado no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.
"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil", foi o texto lido por Dilma em uma sessão solene liderada pelo presidente do Senado, José Sarney.
Logo em seguida, seu vice-presidente, Michel Temer, um advogado de 70 anos, recitou o mesmo compromisso.
Após os ritos de Governo, Sarney, que foi presidente do Brasil entre 1985 e 1990, declarou Dilma e Temer empossados como presidente e vice-presidente do Brasil, respectivamente, para o período 2011-2014.
Desta forma, Dilma, que foi ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil até este sábado do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, se transforma oficialmente em sua sucessora.
Em seguida os presentes cantaram o hino nacional brasileiro, interpretado pela banda de fuzileiros navais.
Dilma chegou à sede do Congresso sob uma forte chuva que a impediu de fazer o percurso até o legislativo a bordo de um automóvel de luxo sem capota, como é tradicional nos atos de posse dos presidentes brasileiros.
À cerimônia assistem os chefes de Estado da Bolívia, Colômbia, Chile, El Salvador, Guatemala, Guiné-Bissau, Uruguai, Paraguai, Peru, República da Guiné, Suriname e Venezuela, assim como o príncipe de Astúrias, Felipe de Borbón, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Estão presentes no ato o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, os primeiros-ministros de Portugal, José Sócrates; da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik, e da Bulgária, Boiko Borisov
"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil", foi o texto lido por Dilma em uma sessão solene liderada pelo presidente do Senado, José Sarney.
Logo em seguida, seu vice-presidente, Michel Temer, um advogado de 70 anos, recitou o mesmo compromisso.
Após os ritos de Governo, Sarney, que foi presidente do Brasil entre 1985 e 1990, declarou Dilma e Temer empossados como presidente e vice-presidente do Brasil, respectivamente, para o período 2011-2014.
Desta forma, Dilma, que foi ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil até este sábado do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, se transforma oficialmente em sua sucessora.
Em seguida os presentes cantaram o hino nacional brasileiro, interpretado pela banda de fuzileiros navais.
Dilma chegou à sede do Congresso sob uma forte chuva que a impediu de fazer o percurso até o legislativo a bordo de um automóvel de luxo sem capota, como é tradicional nos atos de posse dos presidentes brasileiros.
À cerimônia assistem os chefes de Estado da Bolívia, Colômbia, Chile, El Salvador, Guatemala, Guiné-Bissau, Uruguai, Paraguai, Peru, República da Guiné, Suriname e Venezuela, assim como o príncipe de Astúrias, Felipe de Borbón, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Estão presentes no ato o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, os primeiros-ministros de Portugal, José Sócrates; da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik, e da Bulgária, Boiko Borisov
'Só não fui porque não me deixaram ir', diz Alencar, vestido de terno para posse de Dilma
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO Vestido de terno e gravata amarela, em seu quarto no hospital Sírio-Libanês, José Alencar disse que estava pronto para ir à posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, em Brasília, na tarde deste sábado.
"Só não fui porque não me deixaram ir", disse o vice-presidente, cujo estado de saúde levou sua equipe médica a proibir a viagem.
DE SÃO PAULO Vestido de terno e gravata amarela, em seu quarto no hospital Sírio-Libanês, José Alencar disse que estava pronto para ir à posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, em Brasília, na tarde deste sábado.
"Só não fui porque não me deixaram ir", disse o vice-presidente, cujo estado de saúde levou sua equipe médica a proibir a viagem.
'Espero que Dilma invista mais no Nordeste', diz Cid
CARMEN POMPEU - Agência Estado
Em um discurso de 60 páginas, o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), citou, no final, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) como "uma extraordinária mulher que tem como grande responsabilidade suceder o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva". Aos jornalistas, ele disse que espera de Dilma mais investimentos no Nordeste do que os feitos nos primeiros quatro anos do presidente Lula.
O governador também citou o irmão, o deputado federal Ciro Gomes, chamando-o de "meu exemplo como líder político e grande homem público". E agradeceu o presidente Lula por ter começado obras importantes para o Ceará, como a transposição do rio São Francisco, a ferrovia transnordestina e a refinaria Premium 2, cuja pedra fundamental foi lançada semana passada.
Cid tomou posse pela manhã na Assembleia Legislativa do Ceará. No plenário, 400 convidados. Foi uma cerimônia rápida porque o governador precisava viajar para Brasília, onde acompanhará a solenidade de posse da presidente Dilma.
O governador reeleito do Ceará mencionou as obras que estão sendo feitas e que deverão ficar prontas nos próximos quatro anos: o Centro de Eventos e o Aquário. Cid mencionou como pontos negativos de sua primeira gestão os altos índices de homicídios dolosos no Estado. E disse que vai trabalhar para reverter essa situação.
Durante entrevista coletiva após a posse, Cid comentou que pretende conversar com outros governadores do Nordeste com o objetivo de traçar um plano estruturante para a região. "Tenho a esperança de que os primeiros quatro anos da Dilma sejam de muito mais investimentos no Nordeste do que os primeiros quatro anos do Lula", disse. "A presidente Dilma tem demonstrado muita gratidão com o Nordeste. Um olhar muito especial. Estou entusiasmado com isso", comentou.
Segundo Cid, é possível criar um Programa Estruturante para o Nordeste de R$ 20 bilhões, com obras de interesse comum entre os Estados da região. Isso seria feito integrando instituições de fomento como o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Mundial.
Em um discurso de 60 páginas, o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), citou, no final, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) como "uma extraordinária mulher que tem como grande responsabilidade suceder o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva". Aos jornalistas, ele disse que espera de Dilma mais investimentos no Nordeste do que os feitos nos primeiros quatro anos do presidente Lula.
O governador também citou o irmão, o deputado federal Ciro Gomes, chamando-o de "meu exemplo como líder político e grande homem público". E agradeceu o presidente Lula por ter começado obras importantes para o Ceará, como a transposição do rio São Francisco, a ferrovia transnordestina e a refinaria Premium 2, cuja pedra fundamental foi lançada semana passada.
Cid tomou posse pela manhã na Assembleia Legislativa do Ceará. No plenário, 400 convidados. Foi uma cerimônia rápida porque o governador precisava viajar para Brasília, onde acompanhará a solenidade de posse da presidente Dilma.
O governador reeleito do Ceará mencionou as obras que estão sendo feitas e que deverão ficar prontas nos próximos quatro anos: o Centro de Eventos e o Aquário. Cid mencionou como pontos negativos de sua primeira gestão os altos índices de homicídios dolosos no Estado. E disse que vai trabalhar para reverter essa situação.
Durante entrevista coletiva após a posse, Cid comentou que pretende conversar com outros governadores do Nordeste com o objetivo de traçar um plano estruturante para a região. "Tenho a esperança de que os primeiros quatro anos da Dilma sejam de muito mais investimentos no Nordeste do que os primeiros quatro anos do Lula", disse. "A presidente Dilma tem demonstrado muita gratidão com o Nordeste. Um olhar muito especial. Estou entusiasmado com isso", comentou.
Segundo Cid, é possível criar um Programa Estruturante para o Nordeste de R$ 20 bilhões, com obras de interesse comum entre os Estados da região. Isso seria feito integrando instituições de fomento como o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Mundial.