quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Falta de exercício dificulta detecção de doença cardíaca

MÁRCIO PINHO
da Folha de S.Paulo

O sedentarismo contribui para o diagnóstico tardio de problemas cardíacos. Essa é a conclusão de uma pesquisa que analisou um importante marcador para saber as chances de o paciente ter infarto no futuro: a DAOP (doença arterial obstrutiva periférica). A sigla explica o acúmulo de placas de gordura nas artérias nas pernas e tem três fatores de risco: diabetes, tabagismo e idade.

Segundo resultados de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia feita em todo o país, 10% da população tem essa doença. Entretanto, 90% desses pacientes não acusam o principal sintoma, que são as dores nas pernas durante caminhadas e outros exercícios.

Os dados fazem parte de um grande projeto de pesquisa chamado Corações do Brasil, que teve agora sua primeira parte concluída e será publicado em dezembro na revista "Arquivos Brasileiros de Cardiologia". Foram ouvidas 1.159 pessoas, com mais de 18 anos, em 72 cidades brasileiras.

"O fato de a pessoa ter a DAOP é um marcador de que ela tem a mesma doença no coração e no cérebro, porque a circulação é sistêmica. Quem tem DAOP tem 5% mais chances de ter um infarto ou um derrame", diz Márcia Makdisse, coordenadora do estudo e cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

A médica diz que o sedentarismo é uma das principais causas de a doença ser ignorada pelos pacientes. "Quando você faz exercícios, o músculo necessita de mais oxigênio e nutrientes para gerar energia. Isso é trazido pelo sangue. Se ele tem dificuldade para chegar, o músculo sofre. O paciente sente dor, formigamento e cansaço", diz.

Segundo ela, a importância de diagnosticar a doença arterial periférica está justamente na prevenção de infartos e derrames. No entanto, a medição do índice tornozelobraquial (exame que diagnostica a doença) não ocorre na maioria dos centros médicos do país.

O cardiologista Serafim Borges, da Instituto de Cardiologia Aloisio de Castro, explica que "o exame é barato e simples, feito com um doppler, que mede a pulsação no sangue".

Segundo ele, alguns residentes não aprendem mais hoje a pesquisar todos os pulsos periféricos. "Pacientes com fatores de risco e que sentem dores nas pernas têm que fazer o exame."

A Sociedade Brasileira de Cardiologia realiza trabalhos de conscientização sobre a doença e o diagnóstico. A recomendação é que o exame seja feito por todas as pessoas acima de 70 anos e pelos fumantes e diabéticos com mais de 50.

Entupimento

Além de indicar a possibilidade de infarto, a DAOP também pode causar entupimentos nas artérias das pernas. Foi o caso do empresário Edvar Aparecido Sanches, 52, que parou de fazer exercícios físicos por sentir um "cansaço diferente" nas pernas. Cinco anos depois, descobriu que 70% da ilíaca (principal artéria da perna) estava entupida.

"Sempre joguei futebol. Mas comecei a sentir uma dor na panturrilha e parei. Fiquei sedentário. Estava na praia quando a perna esquerda começou a formigar muito. Fui ao médico, que viu que a pressão nas pernas era menor do que a nos braços. Após exames, descobri que essa artéria estava quase toda entupida", afirma.

Edvar diz que, após fazer uma angioplastia (técnica que alarga a artéria para o sangue passar), mudou sua rotina. "Passei a jogar tênis e a fazer caminhadas, além de cuidar melhor da alimentação."

Em casos extremos, o entupimento arterial pode levar à gangrena --morte de células nas pernas. Contudo, o risco é pequeno. Pesquisas já mostraram que as chances de ocorrer uma amputação por causa da DAOP é menor do que 1%.

Óleo de linhaça pode causar nascimento prematuro, diz estudo

Um pesquisa realizada no Canadá aponta que grávidas que consomem o óleo têm quatro vezes mais chances de ter o filho antes da hora

Por Victoria Bensaude

Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram que o óleo de linhaça consumido nos últimos seis meses de gravidez podem quadruplicar os riscos de um nascimento prematuro.

50% das canadenses grávidas preferem usar remédios com prescrição médica, mas muitas dessas ainda utilizam produtos naturais durante a gestação. Elas acreditam que essas alternativas são mais seguras para o bebê.

Mas o professor Anick Bérard da Universidade de Montreal e do Centro de Pesquisa de Hospital Sainte-Justine discorda dos produtos naturais. Para ele, são químicos também e tanto os riscos como os benefícios são desconhecidos, diferente dos remédios recomendados.

Bérard e o estudante Krystel Moussally conduziram um dos maiores estudos, analisando 3,354 mulheres do estado de Quebec (CA). A primeira parte da pesquisa estabeleceu que cerca de 10% de mulheres entre 1998 e 2003, utilizaram os produtos naturais durante a sua gravidez.

Os produtos naturais mais consumidos durante a gravidez são a camomila (19%), o chá verde (17%), a hortelã (12%) e o óleo de linhaça (12%). Ao relacionaram esses alimentos aos nascimentos prematuros, o resultado apontou muito forte para o óleo de linhaça.

O professor diz que geralmente o risco de uma nascimento prematuro varia entre 2 a 3% , mas se uma grávida consome o óleo de linhaça esse número dispara para 12%, o que significa um enorme perigo. Mas essa relação ocorre apenas com o óleo, mulheres que comeram a semente não estavam afetadas.

O professor Bérard explica que muitos estudos ainda devem ser empreendidos para verificar esses resultados, mas de qualquer forma é preciso tomar cuidado na quantidade consumida do óleo de linhaça.

Fotos:Photodisc/Getty Images

PLACAR 31/10

Placar

Sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Brasileiro - Série B

Brasiliense/DF x ABC/RN
Barueri/SP x Criciúma/SC
Avaí/SC x Ponte Preta/SP

Campeonato Argentino

Independiente x Godoy Cruz

Campeonato Alemão

Bayer Leverkusen x Wolfsburg

Campeonato Português

Vitória de Setúbal x Trofense

VERDADEIRA LIBERDADE DO HOMEM NORTEIA DISCURSO DO PAPA À NOVA EMBAIXADORA DO CANADÁ JUNTO À SANTA SÉ

di Raimundo De Lima


Cidade do Vaticano, 30 out (RV) - O exercício da liberdade não é um valor absoluto, mas deve estar ligado às suas origens divinas e à lei moral natural: caso contrário, conduz a um enfraquecimento do conceito de ser humano. Foi o que disse o Santo Padre no discurso à nova embaixadora do Canadá junto à Santa Sé, Anne Leahy, recebida esta manhã, no Vaticano, para a apresentação de suas credenciais.

Em seu discurso à referida diplomata, o papa ressaltou que o catolicismo representou um marco essencial para a construção da sociedade canadense. O pontífice recordou que daqui a alguns meses serão celebrados os 40 anos de relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Canadá, mas que na realidade os laços profundos têm vários séculos.

O Santo Padre citou as palavras de João Paulo II, que fez três visitas apostólicas ao Canadá; a última por ocasião do Dia Mundial da Juventude, em 2002. Os canadenses _ dissera o papa polonês _ são os herdeiros de um humanismo extraordinariamente rico, graças à associação de muitos elementos culturais diversos.

Bento XVI ressaltou que o ponto focal de tudo isso está na concepção espiritual e transcendente da vida, fundada na revelação cristã.

Daí nasce uma tradição de compromissos internacionais _ explicou o papa: a disposição às colaborações multilaterais para a resolução de problemas internacionais, em nome da paz e da reconciliação; com exemplos concretos como o compromisso pela Convenção pelo banimento das minas anti-homem, que teve sucesso particular; e a contribuição para a estabilização da situação na região dos Grandes Lagos, na África.

Congratulando-se por tudo isso, o pontífice expressou sua preocupação pelos sinais de algumas mudanças em andamento também no Canadá, no sentido do enfraquecimento do conceito de ser humano.

Nesse ponto de seu discurso à embaixadora do Canadá junto à Santa Sé, Bento XVI falou claramente de “defesa e promoção da vida e da família fundada no matrimônio”, convidando os canadenses a refletirem sobre tudo isso partindo do conceito de liberdade.

O exercício da liberdade _ disse _ é muitas vezes invocado para justificar distorções. É concebido “somente como valor absoluto, como um direito inalienável do indivíduo, ignorando _ acrescenta o pontífice _ as origens divinas da liberdade e da sua dimensão comunitária”.
-“O exercício da liberdade implica a referência a uma lei moral natural, de caráter universal, que preceda e una todos os direitos e os deveres” _ esclareceu o papa.

Em particular, o pontífice falou sobre o direito dos genitores de assegurar o ensino religioso aos próprios filhos, e sobre o valor das escolas católicas.

Bento XVI mencionou também o que definiu como sinais de esperança, recordando, sobretudo, o bom êxito do 49º Congresso Eucarístico Internacional, que se realizou de 15 a 22 de junho passado no Canadá.

O pontífice manifestou satisfação pela disposição tradicional do povo canadense ao acolhimento, encorajando todos a exercitá-la em particular para com as pessoas frágeis.

Bento XVI disse alegrar-se ao ver revitalizados os laços de entendimentos entre a Igreja católica e as comunidades aborígines do Canadá.

A propósito do tradicional compromisso internacional do Canadá, o papa recordou o objetivo de “um mundo mais justo e solidário no qual a pessoa humana seja respeitada em sua vocação fundamental”. (RL)

VOCAÇÃO SACERDOTAL: AJUDA DA PSICOLOGIA NO DISCERNIMENTO VOCACIONAL

Cidade do Vaticano, 30 out (RV) - Realizou-se esta manhã, no Vaticano, a coletiva de imprensa para a apresentação do novo documento da Congregação para a Educação Católica. O documento é intitulado: "Orientações para a utilização das competências psicológicas na admissão e na formação dos candidatos ao sacerdócio".

A finalidade do documento é disciplinar a aplicação das ciências psicológicas no processo de discernimento dos candidatos ao sacerdócio, para que sejam realmente úteis. Não se trata de confiar ao psicólogo a formação ao sacerdócio, que é e permanece essencialmente de natureza espiritual, mas valorizar o que as ciências humanas, em especial as psicológicas, podem oferecer como contribuição à preparação de sacerdotes com personalidades humanamente equilibradas.

O documento analisa alguns empecilhos para o sacerdócio, como fortes dependências afetivas, excessiva rigidez de caráter, falta de lealdade e identidade sexual incerta. Cada problema requer uma solução diferente, que pode envolver psicólogo, psiquiatra, psicoterapeuta, psicoanalista. As ciências psicológicas devem ajudar no discernimento, integrando-se ao quadro da global formação dos candidatos, mas jamais devem substituir os formadores do seminário.

Para o sacerdote Carlo Bresciani, psicólogo e consultor da Congregação, "os problemas a respeito são muitos e diversificados. Justamente por isso, na hora do discernimento, é importante estar aberto ao transcendente, compreender e compartilhar os valores próprios da antropologia cristã e compartilhar, por exemplo, o sentido e a importância da castidade. Isso pode contribuir a ajudar um caminho vocacional".

Sobre o argumento, o secretário da Congregação, mons. Jean-Louis Brugués, afirmou que "muitas vezes os problemas não aparecem na adolescência, mas se manifestam com a idade. Por isso, o tipo de ajuda deve ser de acordo com o problema que se apresenta". (BF)

ARQUIVOS DO VATICANO: DIRETOR DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ SOBRE ABERTURA DOS DOCUMENTOS DO PERÍODO NAZI-FASCISTA

di De Andrade


Cidade do Vaticano, 30 out (RV) - Na audiência pontifícia desta quinta-feira, ao Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas, o Rabino David Rosen voltou a insistir para que os estudiosos tenham acesso _ no âmbito dos Arquivos Secretos Vaticanos _ aos documentos relativos ao período nazi-fascista.

A esse propósito, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, precisou, numa nota:

"A propósito das renovadas solicitações de abertura dos arquivos vaticanos, é útil ter presentes os seguintes elementos: à parte as discussões se essa abertura poderia ou não dar lugar a novidades relevantes nos conhecimentos históricos sobre o pontificado de Pio XII, a solicitação em si, é compreensível e justificada, do ponto de vista da metodologia dos estudos históricos. Todavia, é preciso compreender bem o que tal abertura comporta em termos de trabalhos de preparação. A abertura dos Arquivos Secretos do Vaticano aos estudiosos foi iniciada por Leão XIII, em 1881, e continuada por seus sucessores."

"O princípio seguido é o de abrir aos estudiosos os documentos "pontificado a pontificado", e não com base num determinado limite de tempo _ ex. 50, 70, 90 anos, como acontece com outros arquivos _ porque o próprio Arquivo Secreto do Vaticano não é estruturado segundo um esquema cronológico, mas por pontificados. Até agora, a abertura chegou até o pontificado de Pio XI (portanto, até 1939), cujos documentos se tornaram acessíveis em 2006" _ diz ainda Pe. Lombardi, explicando, a seguir, com detalhes, todo o trabalho que compreende a abertura dos arquivos: descrição dos documentos, numeração das folhas, timbre por razões segurança, encadernação, catalogação e ordenação, entre outras tarefas, o que requer pessoas especializadas, que realizem um trabalho longo e paciente.

Pe. Lombardi revelou que esse trabalho levaria cerca de 6-7 anos, segundo informações recentes do prefeito do Arquivo Secreto, Dom Sergio Pagano. Antes desse prazo _ sublinhou Pe. Lombardi _ não se pode falar de abertura aos estudiosos, dos arquivos desse período solicitado. Além do que _ ressaltou _ a decisão final sobre tal abertura cabe ao próprio Santo Padre. (AF)

PAPA A DELEGAÇÃO JUDAICA: CRISTÃOS E JUDEUS PARTILHAM O MESMO TESTEMUNHO DO AMOR DE DEUS

di De Andrade


Cidade do Vaticano, 30 out (RV) – Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração: foi o que afirmou Bento XVI, encontrando-se, na manhã desta quinta-feira, com uma delegação da organização judaica "International Jewish Committee on Interreligious Consultations" (Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas), guiada pelo Rabino David Rosen.

O papa sublinhou a crescente compreensão entre católicos e judeus, reiterando o "empenho da Igreja em favor da atuação dos princípios enunciados na declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II", que "condena firmemente todas as formas de anti-semitismo".

"Os cristãos _ disse Bento XVI _ hoje estão sempre mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo escolhido por Deus, na sua inefável misericórdia, um patrimônio que convida a um maior apreço recíproco, ao respeito e ao amor."

Por outro lado _ precisou o Santo Padre _ "também os judeus são chamados a descobrir o que têm em comum" como todos aqueles que crêem no Senhor, "Deus de Israel", que se revelou através da sua Palavra que, como diz o Salmista, é luz do nosso caminho e nos doa uma nova vida.

"Essa Palavra _ refletiu o pontífice _ nos exorta a dar testemunho da misericórdia, da verdade e do amor de Deus." Trata-se de "um serviço vital do nosso tempo, ameaçado pela perda daqueles valores espirituais e morais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz".

"No nosso mundo inquieto, tão freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração _ acrescentou o Santo Padre _ o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto, sempre mais, como um dever sagrado que grava sobre todos aqueles que estão empenhados na construção de um mundo digno do homem."

"A capacidade de aceitar-se e de respeitar-se mutuamente, e de dizer a verdade na caridade, é essencial para superar as diferenças, para prevenir as incompreensões e evitar conflitos inúteis" _ disse Bento XVI.

O pontífice recordou os encontros mantidos, nos últimos meses, com comunidades judaicas, em New York, em Paris e no Vaticano, referindo-se a eles como encontros que refletem "os progressos das relações católico-judaicas".

Enfim, encorajou o Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas a prosseguir no seu "importante trabalho, com paciência e empenho renovado", até mesmo em vista do encontro, no próximo mês, em Budapeste, Hungria, com uma delegação da Comissão vaticana para as Relações Religiosas com o Judaísmo, com o objetivo de discutir sobre o tema "Religiões e sociedade civil hoje".

Por sua vez, na saudação que dirigiu ao pontífice, o Rabino David Rosen, presidente do comitê, agradeceu à Santa Sé por seu empenho contra toda e qualquer forma de anti-semitismo. A seguir, manifestou sua satisfação pelos esclarecimentos relativos à modificação da oração pelos judeus, na liturgia da sexta-feira santa.

O rabino reiterou sua solicitação para que os estudiosos possam ter acesso _ nos arquivos vaticanos _ aos documentos relativos ao período nazi-fascista. E enfim, manifestou sua solidariedade aos cristãos da Índia, Iraque e sudeste asiático, pelas violências que têm sofrido nos últimos meses. (AF)

SÉRIE DE INICIATIVAS NA POLÔNIA PELO ANO PAULINO

Czestochowa, 30 out (RV) - A Igreja na Polônia lança uma série de iniciativas para este Ano Paulino. Durante a VI edição dos “Dias da Cultura Cristã”, em andamento em Czestochowa, até o próximo domingo, dia 2, destacam-se: a leitura pública das Cartas de São Paulo por parte do bispo auxiliar da arquidiocese de Czestochowa, Dom Antoni Dlugosz; uma conferência do Cardeal Stanislaw Nagy sobre a pessoa de São Paulo “Apóstolo e Teólogo”; e uma Exposição dedicada a São Paulo, que apresenta ilustrações de lugares paulinos de Roma e Malta, da Grécia e da Turquia.

A série de iniciativas conta com a colaboração do arcebispo Stanislaw Nowak, metropolita de Czestochowa; o prefeito daquela cidade, Tadeusz Wrona; o Departamento de Pastoral da Cultura da arquidiocese; o Instituto Cultural «Gaude Mater» e o jornal católico «Niedziela».

No programa dos «Dias da Cultura Cristã» realizam-se 35 diferentes eventos culturais e religiosos, como exposições, apresentação de filmes de inspiração cristã, espetáculos teatrais, apresentação e promoção de livros religiosos. Haverá também a projeção do filme «Testemunho» sobre a pessoa de João Paulo II, baseado no livro do Cardeal Stanislaw Dziwisz “Uma vida com Karol”. (MT)

MENSAGEM DO CARDEAL MARTINO A ENCONTRO DE PASTORAL SOCIAL NO MÉXICO

Cidade do México, 30 out (RV) - Está em andamento na capital mexicana o encontro nacional de Pastoral Social 2008, organizado pela comissão episcopal de Pastoral Social da Conferência Episcopal Mexicana.

O objetivo da iniciativa é fortalecer e impulsionar a Pastoral Social no México e seus animadores na evangelização, nos institutos de vida consagrada e organismos de leigos, e favorecer, a partir da análise da realidade nacional, a oração, a formação na doutrina social da Igreja, a troca de experiências e a criatividade pastoral.

Como explica o comunicado de dom Gustavo Rodríguez Vega, bispo de Nuevo Laredo e presidente da Comissão episcopal para a Pastoral Social, os temas do encontro são: a questão alimentar, o ano eleitoral de 2009, o aquecimento global e as mudanças climáticas. Para favorecer a troca de experiências, está também se realizando uma Exposição de Pastoral Social.

O presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, cardeal Renato Raffaele Martino, enviou uma mensagem aos participantes, recordando que “tudo o que ameaça ou lesa a dignidade dos homens e mulheres de uma determinada sociedade representa um desafio para a missão primordial da Igreja e para a evangelização”.

O cardeal assinala ainda que “o agravamento da crise econômica financeira está colocando em grave risco o direito à alimentação das pessoas; e a violência bárbara e repugnante derivada do narcotráfico e o crime organizado, que está ameaçando a vida e a segurança dos cidadãos”. Dom Martino recorda que a autêntica democracia deve considerar que a verdade não é estabelecida por votos e a legalidade nem sempre se vincula à moralidade; e em relação às mudanças climáticas e o aquecimento global, pede que seja respeitado o desígnio original de Deus.

“Os problemas debatidos nestes dias refletem uma crise moral” – aponta a mensagem. Concluindo, o cardeal Martino convida a continuar a refletir e promover sempre mais a Doutrina Social da Igreja, que “tem a capacidade de despertar, reforçar, provocar e encarnar os enormes recursos humanos, morais e religiosos presentes no México”. (CM)

DELEGAÇÃO ECUMÊNICA VISITA UGANDA

Kampala, 30 out (RV) - Uma delegação internacional enviada pelo Conselho Mundial das Igrejas, CMI, está realizando uma visita a Uganda. A viagem se dá no contexto da iniciativa “Década de superação da violência”, promovida pelo CMI em solidariedade com os refugiados e desabrigados do país africano.

Na agenda da visita, constam encontros com políticos e representantes da sociedade civil para discutir sobre a proteção dos refugiados, especialmente casos que envolvem violência sexual e a vulnerabilidade das crianças.

Estão previstas também audiências com líderes católicos, anglicanos e ortodoxos, agências do governo e organizações sociais, para refletir sobre o tema “Uma paz sustentável em Uganda do norte: o papel das comunidades de fé”.

Enfim, a delegação ecumênica participará de um debate organizado no Centro Papa Paulo VI em Kampala, com mulheres e estudantes ugandenses.

Depois de décadas de ditadura militar e guerra civil, a situação política e social em Uganda estabilizou-se recentemente. O governo e os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor, ERS, assinaram a trégua em agosto de 2006 e o ‘cessar-fogo’ em fevereiro deste ano.

Segundo os últimos dados do ACNUR, Comissariado da ONU para Refugiados, mais de 900 mil refugiados já retornaram às suas aldeias de proveniência. Todavia, cerca de 3 mil viúvas e órfãos vagam sem paradeiro após perderem seus familiares ou venderam suas terras. (CM)

BISPOS EUROPEUS ALERTAM PARA PERIGOS DA MUDANÇA CLIMÁTICA

Bruxelas, 30 out (RV) - Foi apresentado ontem em Bruxelas, na Bélgica, o relatório da Comissão dos Episcopados da Comunidade Européia (COMECE) sobre as mudanças climáticas.

O documento é intitulado "Reflexão cristã sobre mudança climática" e foi elaborado com a contribuição de 10 cientistas. Um deles, o docente da Universidade de Louvain e vice-presidente do Comitê intergovernamental para as mudanças climáticas (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, afirmou que o texto focaliza o impacto da mudança climática nos ecossistemas e nos indivíduos, e esboça os desafios políticos neste âmbito.

Para o professor, as categorias mais vulneráveis são os pobres, as crianças e os anciãos, o que implica um empenho à "solidariedade entre as gerações".

"Se o aquecimento prosseguir com os ritmos atuais, 20 a 30% das espécies animais e vegetais poderão se extinguir", explica Jean-Pascal van Ypersele. Para ele, é possível e urgente intervir, modificando os comportamentos individuais, intervindo nos sistemas de produção e limitando o consumo. "Até mesmo a crise econômica atual, mesmo constituindo um grave problema para todos os países do mundo, poderia se tornar uma oportunidade", destaca, porque poderiam ser introduzidas modificações positivas.

Para o presidente da COMECE, Dom Adrianus H. van Luyn, da mudança climática emergem considerações éticas universalmente válidas e indicações para a comunidade cristã. Segundo ele, "é preciso que se volte a considerar as pessoas não somente como consumidoras, mas como sujeitos espirituais, no centro de relações, com responsabilidades individuais e coletivas em relação aos pobres e aos países menos desenvolvidos".

Dom van Luyn indicou três palavras-chave que devem nortear esse novo paradigma: "Espiritualidade, que é o contrário da secularização; solidariedade, o oposto de qualquer forma de individualismo; e sobriedade, para vencer o materialismo e o consumismo, que nos levam a não respeitar o meio ambiente". (BF)

PRESIDENTE DO PARAGUAI: UMA AMÉRICA SOCIALMENTE MAIS JUSTA É A GRANDE MISSÃO DOS NOVOS TEMPOS

di Raimundo De Lima


Washington, 30 out (RV) - O novo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foi recebido esta semana com uma ovação pelos representantes dos 34 países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, aos quais dirigiu um inflamado discurso em defesa dos menos favorecidos.

Devemos tirar a luta contra a pobreza dos discursos e colocá-la para caminhar entre o povo pobre e excluído. Vivemos a injustiça social com demasiada tolerância e muitas vezes as altas torres da burocracia acabam nos afastando do dia-a-dia de quem não consegue uma refeição diária. Uma América socialmente mais justa deve ser a grande missão dos novos tempos. Os pobres e excluídos merecem que de uma vez por todas preparemos para eles a semente desse mundo melhor que temos prometido. E o façamos sem mais tardar.

Lugo chamou a atenção para a situação dos pobres e dos povos indígenas que “ainda não têm uma justa atenção em nosso continente”. Temos o dever ético de substituir as políticas meramente assistencialistas por um pacote estrutural que compreenda o fundamento de uma melhora substancial em seus níveis de vida, respeitando costumes e tradições e buscando alternativas à destruição de habitats e à apropriação ilegítima da terra por parte de especuladores. (RL)

CARITAS AVALIA PREJUÍZOS CAUSADOS POR SISMOS NO PAQUISTÃO

Islamabad, 30 out (RV) - Segundo o último balanço do governo paquistanês, 215 pessoas morreram em conseqüência dos dois terremotos que se abateram no leste do país na quarta-feira.

Helicópteros do exército paquistanês estão sobrevoando as montanhas do sudeste em busca de sobreviventes. O ministro de governo, Zamrak Khan, afirmou ainda que mais de 500 pessoas estão feridas. Os tremores causaram deslizamentos de terra, que destruíram casas e bloquearam estradas, complicando os trabalhos de resgate e ajuda humanitária. Mesmo assim, uma equipe da Caritas Internacional conseguiu chegar a Baluchistão.

A Caritas conseguiu chegar às cidades de Chamman e Ziarat. Segundo a coordenadora da equipe de emergência, Dolores Halpin-Bachmann, o trabalho da Caritas neste momento consiste em avaliar os danos causados pelo terremoto para, depois, coordenar as ajudas às vítimas.

O tremor mais forte atingiu o vale de Ziarat, na Província de Baluchistão e destruiu cerca de 1500 casas. Segundo as autoridades locais, cerca de 15 mil pessoas estão desabrigadas e têm apenas a roupa do corpo.

A maior parte dos 50 mil habitantes do vale está dormindo ao relento, em um frio rigoroso. O exército paquistanês foi enviado para a região para levar suprimentos de emergência e equipes médicas para Ziarat. (BF)